“CEO de banco digital suspeito de golpe: ‘Vivia dentro de casa’, revelam vítimas de SP”

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Clientes tinham relação de confiança com CEO de banco digital suspeito de golpe milionário: ‘Vivia dentro de casa’
Eduardo Scatambulo Ribeiro é alvo de um inquérito policial em Ribeirão Preto
após vítimas ficarem sem acesso a valores investidos. Entre os clientes
prejudicados está um amigo de infância do empresário.

‘Vivia dentro de casa’, diz cliente de banco digital suspeito de golpe milionário em SP

Investigado por suspeita de aplicar golpes com aplicações de um banco digital, o empresário de Ribeirão Preto (SP) Eduardo Scatambulo Ribeiro se valia de uma relação de confiança com os clientes, afirmam as vítimas.

Entre as pessoas que procuraram a polícia para denunciar o CEO do Tresory Bank estão um amigo de infância e pessoas da mesma família que lembram ter mantido uma proximidade a ponto de receber visitas e de passar férias juntos.

O empresário é alvo de um inquérito policial por estelionato e foi denunciado por diferentes pessoas. Elas alegaram que, após terem feito grandes aplicações financeiras no Tresory Bank, com a promessa de obtenção de rendimento de 2% ao mês, Scatambulo cortou a comunicação após sucessivas cobranças pelos depósitos, tentativas de resgate dos investimentos e do lucro sobre eles.

Segundo eles, o empresário começou a dar desculpas depois que o casal pediu para fazer um resgate de R$ 10 mil de um total de R$ 100 mil aplicados em um CDB com liquidez diária. O Certificado de Depósito Bancário é um investimento de renda fixa geralmente considerado de baixo risco e, em muitos dos casos, com liquidez diária, ou seja, permite o saque de valores no mesmo dia da solicitação.

Uma das pessoas que dizem ter sido vítimas do sócio e CEO do banco digital é o bancário Nicolas Simonacci, que se considera um amigo de infância de Scatambulo. Ele afirma que as aplicações dele com a esposa Mariana Santini no Tresory Bank chegaram a R$ 500 mil até o final de 2025. Por alguns meses houve retorno dos investimentos, ainda que com atrasos, mas depois disso a situação mudou.

A relação de amizade se estendeu para a família do bancário e também levou o dono de restaurante João Luiz Simonacci a confiar R$ 530 mil aos cuidados do banco digital de Scatambulo por meio de um aporte feito no fim de 2023. O resgate, previsto para novembro do ano seguinte, nunca ocorreu e a vítima precisou fazer um empréstimo de R$ 450 mil para honrar um compromisso financeiro que havia assumido, quando contava com esses recursos.

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