Cerâmicas de ovos de Páscoa amazônicos: saiba os detalhes da produção

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Os ovos de Páscoa com sabores amazônicos e embalagens de cerâmica estão fazendo sucesso nesta temporada. A iniciativa, que une a tradição da cerâmica marajoara com ingredientes da biodiversidade amazônica, tem conquistado o público e os críticos nacionais. Tudo começou no Pará, mais especificamente em Belém, onde o mestre ceramista Carlos Pantoja é responsável pela produção das embalagens que resgatam a origem dos chocolates.

A ideia de utilizar cerâmica para embalar os ovos de Páscoa surgiu há quatro anos, a partir de um convite do engenheiro, pesquisador e chocolatier César De Mendes, que viabilizou a criação em parceria com o setor técnico de cadeia produtiva da empresa. Assim, o processo criativo se tornou colaborativo, mas a essência das peças vem da ancestralidade. Mestre Pantoja, inspirado na arte indígena marajoara antiga, junto com a inovação da cerâmica icoaraciense, traz à vida as embalagens que se tornaram o diferencial da Mágio — Chocolates da Amazônia.

O artesanato cerâmico feito em Icoaraci foi instituído como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Município de Belém desde 2022. Esse reconhecimento destaca a importância cultural e histórica da região, reforçando a valorização do trabalho dos mestres ceramistas locais como uma expressão genuína da identidade paraense.

A tradição da cerâmica marajoara e a inovação na embalagem de ovos de Páscoa

O processo de produção dos ovos de Páscoa em cerâmica é minucioso e respeita o tempo da natureza e das mãos humanas. Diferente da produção industrial, cada etapa dos ovos de Páscoa exige um planejamento cuidadoso que atravessa o ano inteiro. Desde a retirada do barro pelas comunidades ribeirinhas até a queima e pintura das peças, o ciclo produtivo garante que cada ovo de Páscoa carregue não apenas um belo design, mas também a história do território.

O uso da cerâmica marajoara como embalagem dos ovos de Páscoa é uma forma de reconhecer e preservar a arte que já existia na região muito antes do período colonial. Mestre Pantoja destaca que a cerâmica marajoara carrega uma história muito antiga, e poder levar isso para um produto como os ovos de Páscoa é uma maneira de manter viva a cultura paraense.

Para atender à exigência de preparar os chocolates com ingredientes locais e de qualidade, a Mágio — Chocolates da Amazônia oferece três versões dos ovos de Páscoa em cerâmica: chocolate ao leite com praliné de avelã e caramelo de maracujá; chocolate ao leite com recheio de praliné de avelã; e chocolate ao leite com recheio de cupuaçu. Toda a matéria-prima é adquirida de comunidades ribeirinhas, indígenas e agricultores familiares que cultivam o cacau em sistemas agroflorestais ou em áreas de regeneração na Amazônia.

A importância da rastreabilidade e da preservação da cultura indígena

Para garantir a qualidade e a procedência dos produtos, a Mágio adotou um sistema de rastreabilidade de ponta a ponta. Por meio de um aplicativo próprio, os produtores registram fotos de cada etapa da produção, garantindo transparência e autenticidade ao processo. Esses registros são validados via blockchain, assegurando aos consumidores a origem exata e a transparência dos chocolates que chegam até eles.

A valorização da cultura indígena e do trabalho artesanal dos mestres ceramistas, como Carlos Pantoja, reflete a identidade e a diversidade da região amazônica. A produção dos ovos de Páscoa em cerâmica não apenas encanta os consumidores, mas também preserva e promove a tradição ancestral, mantendo viva a memória do Pará e da Amazônia.

Assim, os ovos de Páscoa com sabores amazônicos e embalagens de cerâmica se tornam não apenas uma opção de presente, mas uma forma de celebrar e honrar a rica cultura e biodiversidade da região paraense.

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