A Controladoria-Geral da União (CGU) apontou que a Associação Moriá, que recebeu R$ 53 milhões em emendas parlamentares de deputados federais do Distrito Federal, não tinha “capacidade técnica e operacional necessárias para a execução do volume de recursos federais que recebeu”. Segundo o relatório, houve “ineficiência no uso do recurso público”.
Emendas parlamentares são uma reserva dentro do Orçamento usadas conforme indicação de deputados e senadores. É esse o dinheiro enviado pelos parlamentares às suas bases eleitorais. A execução do dinheiro é de competência do governo federal.
O DE questionou a Associação Moriá sobre os resultados do relatório, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
O documento foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), no último dia 30, após um pedido, de julho do ano passado, do ministro Flávio Dino para que os repasses fossem explicados.
A ONG também foi alvo de uma operação da Polícia Federal, no ano passado, que investiga o desvio de recursos de emendas parlamentares destinadas para a realização de eventos de esportes digitais no DF e no Espírito Santo.
A CGU analisou a atuação da ONG entre os anos de 2022 e 2024. Seis projetos foram auditados.
A CGU analisou os projetos a partir de quatro critérios: capacidade técnica, planos de trabalho, contratações e execuções, e monitoramento.
O relatório aponta que em um dos projetos houve superfaturamento de R$ 1,73 milhão. Também houve “inexecução total da fase pedagógica” em um projeto de educação e há casos em que “as metas focaram no desembolso financeiro a fornecedores pré-determinados, em detrimento do impacto social”.




