O chanceler iraniano se reuniu com o chefe da AIEA antes de iniciar as negociações com Washington em meio a uma tensão militar crescente. Abbas Araghchi desembarcou em Genebra para a segunda rodada de discussões nucleares com os Estados Unidos, em uma tentativa considerada crucial para reduzir as tensões e evitar um possível conflito no Oriente Médio. A expectativa é de que as conversas ocorram em um ambiente marcado pelo aumento da pressão militar norte-americana na região.
De acordo com informações da Al Jazeera, Abbas Araghchi chegou à Suíça com propostas concretas para tentar avançar em um acordo com Washington. O chanceler iraniano afirmou que está em Genebra com ideias claras visando alcançar um entendimento justo e equitativo, deixando claro que não aceitará se submeter a ameaças. As negociações entre Teerã e Washington foram retomadas no início do mês, com o objetivo de superar um impasse que persiste há décadas em relação ao programa nuclear iraniano.
Além das discussões diplomáticas, os Estados Unidos têm reforçado sua presença militar na região, enviando embarcações, incluindo um segundo porta-aviões, como parte dos esforços para evitar possíveis conflitos bélicos. Antes do início oficial das conversas com a delegação norte-americana, Araghchi se encontrou com Rafael Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), para uma discussão técnica aprofundada.
A AIEA tem solicitado acesso a instalações nucleares iranianas que foram alvos de ataques durante um conflito anterior, o que poderia representar um risco de radiação e exigiria protocolos específicos para inspeções. Em entrevista à agência estatal IRNA, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã destacou a relevância da AIEA nas próximas negociações entre Irã e Estados Unidos, criticando Grossi por não ter condenado os ataques anteriores.
Além dos encontros com representantes norte-americanos e o chefe da AIEA, Araghchi também está programado para se reunir com o chanceler de Omã, que atuou como mediador na primeira rodada de conversas entre os dois países após um conflito recente. O papel de Omã como intermediário reforça a importância das negociações em busca de soluções para a questão nuclear e para evitar possíveis confrontos militares na região.




