Chanceler Mauro Vieira participa de reunião da Celac sobre situação na Venezuela neste domingo
Na madrugada deste sábado (3), uma operação dos Estados Unidos prendeu o presidente venezuelano, Nicolás Maduro. A Celac reúne países da América Latina e deve discutir a situação do país após a captura do presidente.
A tarde deste domingo (4) será marcada pela discussão da situação da Venezuela na reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), da qual o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participará. Convocada para debater a situação venezuelana após o ataque dos Estados Unidos que capturou Nicolás Maduro, a reunião tem como objetivo buscar soluções e tomadas de decisão em conjunto.
A Celac é um bloco formado por 33 países da região, criado no México em 2010, com o objetivo de promover a integração latino-americana e caribenha, além da coordenação política, econômica e social entre os países membros. Questões como desarmamento nuclear, agricultura familiar, cultura, energia e meio ambiente estão na pauta, visando a busca por autonomia na América Latina.
Chanceler Mauro Vieira, que estava de férias até a segunda-feira (6), encerrou seu período de recesso mais cedo para participar da reunião a nível ministerial por videoconferência, do Palácio Itamaraty. O evento está marcado para as 14h (horário de Brasília), onde serão discutidos os próximos passos em relação à crise na Venezuela.
Após o ataque das forças norte-americanas, o governo brasileiro convocou uma reunião ministerial de emergência para discutir a resposta política e os possíveis impactos da operação na fronteira de mais de 2 mil quilômetros com o país vizinho. O presidente Lula coordenou a reunião de forma remota, demonstrando preocupação com o cenário instável na região.
O Ministro da Defesa informou que não há movimentações anormais na fronteira com a Venezuela no momento, mas o governo permanece atento à situação. O fluxo de refugiados e a segurança na fronteira estão sendo monitorados, garantindo a normalidade das atividades no lado brasileiro, mesmo após o fechamento temporário da passagem pelo governo venezuelano.
Lula condenou a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, destacando que ultrapassa os limites da relação entre países e representa uma violação grave da soberania venezuelana. O ex-presidente defendeu uma resposta vigorosa da comunidade internacional e reforçou a importância do diálogo e cooperação na região para evitar mais conflitos e instabilidades.
Donald Trump, por sua vez, anunciou que está avaliando o futuro da Venezuela após a captura de Nicolás Maduro. O presidente venezuelano e sua esposa estão a caminho de Nova York a bordo de um navio da Marinha americana. Trump também declarou um maior envolvimento dos EUA na indústria petroleira venezuelana, deixando em aberto as futuras ações do país na região. A situação permanece fluida e exigirá um esforço conjunto da comunidade internacional para garantir a estabilidade na América Latina.




