O segundo dia de Lollapalooza 2026 foi marcado por shows de ótimas vozes de Marina, Chappell Roan e Lewis Capaldi. A noite ainda contou com apresentações de Riize, Skrillex e Cypress Hill. De acordo com a organização, o sábado (21) do evento contou com 85 mil pessoas presentes.
Desde o início da tarde, os fãs de Chappell Roan já lotavam o gramado do Palco Budweiser, mesmo a artista sendo a última atração. Assim, Marina e Lewis Capaldi se apresentaram diante de um mar de fãs vestidos de rosa e com superprodução de looks e maquiagem.
O segundo dia do evento também foi marcado por uma polêmica longe dos palcos, mas envolvendo uma das estrelas do dia.
O jogador de futebol Jorginho, do Flamengo, criticou a cantora Chappell Roan. O atleta disse que seguranças da cantora foram abordar filha de 11 anos de forma “extremamente agressiva” após ela “reconhecer e ficar empolgada” com a artista.
Chappell é conhecida por impor limites nessa exposição – muitas vezes sendo chamada de chata por “ensinar” fãs e mídia a repensar a forma que lidam com celebridades.
O sábado também teve participação do Cacique Raoni falando sobre a importância da Amazônia. A presença do líder indígena foi recebida com forte comoção, e ele foi ovacionado pela plateia do festival.
Na despedida de sua “The Visions of Damsels & Other Dangerous Things Tour”, Chappell provou que é uma performer indicada para multidões. A cantora americana de 28 anos é 100% capaz de comandar uma plateia de 85 mil pessoas, como neste sábado (21). Faz isso sem esforço, rimando teatralidade com naturalidade.
Só assistindo ao vivo para entender como uma artista pode emular um líder de banda de glam metal dos anos 80 e não fazer disso uma paródia barata.
RIIZE
O Lollapalooza Brasil teve seu primeiro show de k-pop com a banda RIIZE. Mas poucas pessoas estiveram na plateia do Palco Flying Fish para acompanhar a apresentação. Marcado para começar às 21h30, mesmo horário da atração principal do dia, Chappell Roan, estrela do Palco Budweiser, a performance do sexteto sul-coreano foi marcada por uma apresentação bem construída, com uma banda impecável, dança e flow encaixados, aliando uma mistura estética do pop e do rap.
O grupo é “novato”, tendo debutado em 2023. O sexteto é formado por Wonbin, Anton, Shotaro, Sungchan, Eunseok e Sohee. Seu primeiro álbum completo, “ODYSSEY”, foi lançado em maio de 2025.
Durante o show, o sexteto gastou todo seu parco vocabulário em português. “Oi”, “Muito prazer”, “Galera linda” e “Estão se divertindo bastante” foram algumas das frases repetidas pelos integrantes. Adaptada para um festival, a apresentação teve momentos claros de aceleração. Faixas como “Show Me Love” e “Love 119” ficaram só no refrão.
SKRILLEX
Ícone do dubstep, Skrillex é pioneiro de uma sonoridade mais agressiva. Ele já foi considerado “barulhento demais” para fãs do Lolla, festival que começou no indie rock. Mas os tempos mudaram e ele também. O DJ ficou mais polido e mainstream com o tempo, enquanto o público também o alcançou. Hoje, ele cabe bem no festival, reunindo uma multidão que inclui até fãs de pop.
Neste sábado, o DJ chegou bem equipado com luzes e muitos efeitos pirotécnicos. De modo geral, raramente desacelerou o beat, mantendo um ritmo frenético até o fim. Entre faixas próprias como “Push” e “Move Ting”, ele fez um aceno ao Brasil, incluindo “Puta que Pariu”, música com MC Dricka. A apresentação ainda teve direito ao funk, reggae e Whitney Houston.
LEWIS CAPALDI
Lewis Capaldi já passou por maus bocados, mas seu show no Lollapalooza neste sábado (21) foi prova de que ele está bem. O cantor transformou seu repertório de baladas confessionais em uma apresentação que uniu bom humor e potência vocal.
Com som bem equalizado e arranjos minimalistas, o que se ouviu foi um bom show de pós-britpop emocionado e romântico. O escocês de 29 anos passou pelo Autódromo de Interlagos, em São Paulo, em mais um show da turnê que começou após uma pausa de dois anos. Ele precisou interromper a carreira em junho de 2023 para tratar a síndrome de Tourette.
CYPRESS HILL
Cypress Hill iniciou os shows noturnos do Lollapalooza Brasil neste sábado (21) com uma apresentação que mistura o melhor do hip-hop com rock — ou raprockandrollpsicodeliahardcoregga, como diriam seus irmãos brasileiros do Planet Hemp.
O quarteto formado por B-Real, Sen Dog, Eric Bobo e DJ Lord subiu ao palco com pouca gente na plateia — boa parte do público presente no Lolla já estava posicionado para a atração principal do dia, Chappell Roan. Com o passar do tempo, a plateia cresceu, o show encorpou e ganhou muito em energia.
MARINA
Figurinha carimbada no Lollapalooza Brasil, Marina (ex-and the Diamonds) fez seu terceiro show no festival brasileiro. Foi um nítido acerto de curadoria. A artista galesa subiu no palco principal à tarde, horas antes de Chappell Roan, e foi recebida por uma multidão alegre e dançante.



