O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, major-general Abdolrahim Mousavi, acusou os Estados Unidos e o regime israelense de fomentarem distúrbios violentos no país como forma de compensar a derrota sofrida na chamada guerra de 12 dias, travada em junho de 2025. As declarações foram feitas em mensagem divulgada nesta terça-feira (13), segundo a agência iraniana Tasnim News.
Na nota, Mousavi elogiou a população iraniana por “demonstrar sua grandeza” ao participar de grandes manifestações nacionais realizadas na segunda-feira (12), em condenação aos tumultos e atos de violência registrados em diversas cidades. Segundo ele, os protestos populares reafirmaram o compromisso da sociedade com a Revolução Islâmica e com a defesa da ordem nacional.
O comandante afirmou que terroristas do Daesh (ISIS), recrutados pelo regime sionista e pelos Estados Unidos e organizados pelas agências de inteligência Mossad e CIA, cometeram crimes graves contra o povo iraniano. De acordo com Mousavi, esses grupos “vandalizaram propriedades públicas e privadas e mataram forças de segurança” durante os episódios de instabilidade.
“O regime sionista e os Estados Unidos lançaram mercenários selvagens e terroristas do Daesh contra o povo do Irã para compensar sua derrota esmagadora na guerra de 12 dias que impuseram ao país em junho de 2025”, declarou o general. Ele acrescentou que o plano norte-americano envolvia “maximizar o número de vítimas, utilizando armas de fogo e outros meios, atacando pessoas comuns e forças de segurança”.
Mousavi também fez um alerta direto aos adversários externos do Irã, afirmando que os responsáveis pela segurança nacional não permitirão que terroristas ou elementos recrutados por “potências arrogantes” atuem contra a República Islâmica. “Os guardiões da segurança do Irã não permitirão que nenhum terrorista criminoso do Daesh ou agentes recrutados pelos poderes arrogantes ajam contra o país”, disse.
Nos últimos dias, segundo o relato oficial, grupos de manifestantes favoráveis à restauração da monarquia promoveram atos de vandalismo em várias cidades iranianas, resultando na morte de dezenas de civis e integrantes das forças de segurança, além de deixar vários feridos.
Em resposta, milhões de iranianos foram às ruas na segunda-feira para condenar os tumultos e os atos classificados pelas autoridades como terrorismo, reafirmando apoio à Revolução Islâmica e repudiando os responsáveis pela desestabilização interna.
O líder da Revolução Islâmica, aiatolá Seyed Ali Khamenei, elogiou as manifestações de segunda-feira, classificando-as como um dia histórico e destacando a mobilização popular como demonstração de unidade nacional diante das ameaças externas.




