Marco Lavagna renunciou ao cargo de diretor do Indec após liderar reformas na maneira como a inflação é calculada na Argentina. Sob sua gestão, a instituição passou por mudanças significativas que serão refletidas no próximo índice a ser divulgado em 10 de fevereiro. Os motivos específicos que levaram à sua saída não foram divulgados, gerando especulações sobre os bastidores da renúncia.
Lavagna, economista próximo ao líder da oposição peronista Sergio Massa, assumiu a liderança do Indec em 2019, durante o mandato do presidente ultraliberal argentino Javier Milei. Sua gestão foi marcada por um aumento da transparência e credibilidade da instituição, que é responsável por publicar os dados de inflação. Este fator foi essencial para respaldar a queda da inflação no país, um dos feitos do governo.
Em 2023, a inflação estava em 211,4%, mas sob a gestão de Milei, caiu para 31,5% em 2025, o menor nível em oito anos. Contudo, a última medição, de dezembro, indicou uma alta de 2,8% nos preços, marcando uma tendência ascendente desde junho do ano anterior. A antiga metodologia de cálculo não refletia de forma precisa as variações de preços nos itens de consumo.
A nova abordagem do Indec levará em conta a pesquisa de renda e despesas das famílias de 2017-2018, além de seguir padrões internacionais recomendados. Dessa forma, a atualização busca trazer mais precisão e refletir de maneira mais fiel a realidade econômica do país. O novo método visa corrigir distorções, como a exclusão de gastos com serviços modernos e essenciais, como telefonia móvel, internet e TV a cabo, presentes na vida cotidiana da população.




