Apagão no Chile: Boric decreta estado de exceção e toque de recolher após falha elétrica afetar 90% do país. Medidas visam garantir segurança.
Contexto do apagão
O presidente do Chile, Gabriel Boric, decretou estado de exceção e impôs um toque de recolher noturno em grande parte do país devido a um apagão generalizado. A falha elétrica, que começou no final da tarde de terça-feira, afetou 14 das 16 regiões chilenas, incluindo Santiago e Valparaíso. A ministra do Interior, Carolina Tohá, descartou a hipótese de que o apagão tenha sido causado por um ataque à rede elétrica, atribuindo-o a uma falha no sistema.
Impactos e medidas tomadas
O apagão, que atingiu mais de 90% da população chilena, causou significativos transtornos no transporte público e nas operações econômicas. A mina de cobre da estatal Codelco, a maior do mundo, suspendeu temporariamente suas atividades devido à falta de energia. No entanto, algumas minas continuaram a operar com energia auxiliar.
Resposta do governo e segurança pública
Boric afirmou que o governo atuará com firmeza contra as concessionárias envolvidas na falha. A Coordenação Nacional de Eletricidade identificou a origem do problema em uma linha de transmissão de alta tensão que conecta o Deserto do Atacama à capital Santiago. Apesar da gravidade, as autoridades descartaram a possibilidade de ataque cibernético ou sabotagem.
Imposição do toque de recolher
O toque de recolher, das 22h às 6h, foi imposto para garantir a segurança da população. Por volta das 23h, a energia já havia sido restabelecida em metade dos lares afetados. O presidente Boric destacou a importância de seguir as instruções das autoridades para manter a ordem nas cidades afetadas.