China: Incêndio na fábrica da Huawei deixa pelo menos três mortos

Três pessoas morreram no incêndio de uma instalação da tecnologia da Huawei, dedicada à pesquisa em Dongguan, sul da China, de acordo com as autoridades locais. O governo divulgou que foi aberta investigação após o incêndio no edifício, em construção, no polígono industrial do lago Songshan.

O incêndio aconteceu onde a Huawei está desenvolvendo um centro de pesquisa, afirmou o governo local, que relatou em um primeiro momento que todos os trabalhadores haviam sido retirados do local.

Porém, em um comunicado posterior, o governo afirmou que “durante as buscas dos bombeiros (…), foram encontradas três pessoas mortas no edifício”. Elas foram identificadas como trabalhadores da empresa que cuida da gestão do parque industrial, de acordo com a fonte. Segundo, comunicado da brigada de bombeiros, o incêndio foi apagado.

A Huawei disse em um comunicado, publicado nas redes sociais, que o local era uma “estrutura de aço e que ainda não estava em uso”. A principal empresa da Huawei está localizada na cidade de Shenzhen, no sul da China, mas a empresa está desenvolvendo um complexo de escritórios em Dongguan.

 

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Avião da Embraer pode ter sido abatido por sistema de defesa russo, indicam fontes

O acidente com o avião da Azerbaijan Airlines que deixou 38 mortos na última quarta-feira pode ter sido causado por um sistema de defesa aérea russo, segundo informações obtidas pela agência Reuters. A suspeita foi inicialmente levantada por Andriy Kovalenko, membro da segurança nacional ucraniana, que mencionou imagens mostrando coletes salva-vidas perfurados. Especialistas em aviação e militares corroboraram a análise, e até mesmo a mídia russa considerou a possibilidade de a aeronave ter sido confundida com um drone ucraniano.

Enquanto isso, as autoridades russas e do Cazaquistão pedem cautela. Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, declarou que especulações sobre as causas são prematuras, e o presidente do Senado do Cazaquistão, Mäulen Äşimbaev, reforçou que a investigação está em andamento, garantindo transparência nos resultados.

O avião, que partiu de Baku, capital do Azerbaijão, com destino a Grozny, na Rússia, desviou significativamente de sua rota antes de cair no Cazaquistão. A companhia aérea inicialmente sugeriu que o acidente poderia ter sido causado por colisão com aves, mas especialistas descartaram essa hipótese. Serik Mukhtybayev, especialista cazaque, e o brasileiro Lito Sousa destacaram que os danos nos destroços apontam para uma causa externa, possivelmente relacionada a um ataque.

Relatos e análises reforçam a teoria de que o avião foi atingido por um míssil. Um piloto militar francês, sob anonimato, afirmou que os danos na cauda são consistentes com explosões de estilhaços. O blogueiro russo Yuri Podolyaka também mencionou sinais típicos de sistemas antiaéreos.

Dados do site Flightradar24 mostram que o avião enfrentou interferências de GPS antes do acidente, algo já atribuído à Rússia em ocasiões anteriores. A Chechênia, destino final do voo, havia sido alvo de ataques com drones no mesmo período, segundo informações locais.

O presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, evitou especular, atribuindo o desvio de rota ao mau tempo. A caixa-preta do avião foi recuperada e será analisada para determinar a causa do acidente. Das 67 pessoas a bordo, 29 sobreviveram, sendo que 11 permanecem em estado grave.

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