Pequim, capital da China, emitiu uma diretriz que proíbe empresas do país de utilizarem produtos de cibersegurança desenvolvidos por companhias dos Estados Unidos e de Israel. Nomes conhecidos como Palo Alto Networks, Fortinet e Check Point Software Technologies estão entre as empresas afetadas por essa nova política. A decisão tem como objetivo principal promover a substituição desses softwares estrangeiros por tecnologia nacional até o primeiro semestre de 2026. A justificativa por trás dessa medida é a preocupação com o envio de dados sensíveis para fora do país e a possibilidade de criar vulnerabilidades para os usuários.
De acordo com informações divulgadas pela Bloomberg News, o governo chinês instigou as organizações a identificarem se utilizam ferramentas das empresas listadas e a iniciarem o processo de substituição por tecnologias nacionais. A China defende que os produtos estrangeiros podem representar riscos à segurança cibernética do país, uma vez que são desenvolvidos fora de suas fronteiras. Além disso, alega que as companhias americanas e israelenses têm ligações com agências de inteligência, o que pode comprometer a segurança nacional.
A proibição não se limita apenas às empresas supracitadas, outras companhias como Recorded Future, CrowdStrike, Mandiant, da Alphabet, Rapid7, SentinelOne, Claroty, Cato Networks, Imperva, CyberArk, Wiz, VMWare, da Broadcom, McAfee e Orca Security também estão inclusas na lista de proibição. Algumas dessas empresas afirmaram que não comercializam produtos no mercado chinês e que não foram notificadas sobre a decisão do governo. Por outro lado, representantes da McAfee e da Orca Security se posicionaram a respeito da nova diretriz, reiterando seus compromissos com a segurança cibernética e o cumprimento das leis locais.
É importante ressaltar que as restrições impostas pela China vêm em um momento em que os Estados Unidos também adotam medidas semelhantes, restringindo o uso de produtos de empresas chinesas por órgãos públicos. A troca de acusações e restrições mútuas entre essas duas potências mundiais reflete a intensificação da guerra tecnológica e de segurança cibernética entre elas. Com a busca cada vez maior por soberania digital e proteção de dados, é provável que medidas desse tipo se tornem mais comuns no cenário global, impactando não apenas as empresas envolvidas, mas também os usuários e consumidores finais. É essencial que as organizações estejam preparadas para se adaptarem a esse novo cenário e investirem em tecnologias seguras e confiáveis.




