A DE criticou nesta quinta-feira (5) o plano dos Estados Unidos de formar um bloco comercial preferencial com países aliados para minerais críticos. Segundo a agência Reuters, o posicionamento foi divulgado após Washington anunciar iniciativas voltadas à organização de cadeias de suprimento estratégicas no setor mineral. Durante coletiva de imprensa regular em Pequim, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, afirmou que o país se opõe a iniciativas que afetem a ordem econômica e comercial internacional. Lin Jian declarou que a China é contrária a qualquer ação que prejudique o sistema comercial global por meio de regras estabelecidas por grupos restritos. O porta-voz também afirmou que “manter um ambiente comercial aberto, inclusivo e benéfico” é de interesse comum dos países.
O posicionamento chinês ocorre após os Estados Unidos avançarem na construção de uma rede internacional de cooperação em minerais críticos. A primeira reunião de chanceleres de mais de 50 países dedicada ao tema foi realizada em Washington. Após o encontro, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que o país assinaria novos acordos-quadro sobre minerais críticos com diferentes parceiros até o fim do mesmo dia. Posteriormente, o Departamento de Estado estadunidense informou a formalização de acordos com 11 países.
De acordo com o comunicado do governo estadunidense, foram firmados memorandos ou acordos bilaterais com Argentina, Ilhas Cook, Equador, Guiné, Marrocos, Paraguai, Peru, Filipinas, Emirados Árabes Unidos e Uzbequistão. A China, como principal fornecedora de minerais críticos do mundo, vê com preocupação a articulação liderada por Washington para formar um bloco comercial específico. A disputa por cadeias de suprimento estratégicas desses minerais mostra a intensificação da concorrência global entre os dois países.
A China tem se consolidado como um dos maiores players no mercado global de minerais críticos, tendo um papel fundamental no fornecimento para diversas indústrias ao redor do mundo. Com a ampliação da demanda por esses recursos, a competição por acesso a esses minerais se tornou mais acirrada, levando os Estados Unidos a buscar parcerias estratégicas com outros países para garantir seu suprimento. Essa movimentação geopolítica acirra ainda mais as tensões entre as duas maiores potências econômicas mundiais.
É importante ressaltar que esses minerais críticos são fundamentais para a fabricação de produtos de alta tecnologia, como smartphones, veículos elétricos, turbinas eólicas, entre outros. Portanto, o controle desses recursos estratégicos pode impactar diretamente a competitividade e a segurança industrial dos países envolvidos. A busca por parcerias e alianças para garantir acesso seguro e estável a esses minerais se torna cada vez mais relevante em um contexto de disputas comerciais e geopolíticas globais.




