China-Taiwan: Trump diz que decisão depende de Xi, afirma NYT

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ao jornal The New York Times que a decisão sobre as ações da China em Taiwan depende do presidente chinês, Xi Jinping. Em uma entrevista concedida na quarta-feira, Trump destacou que Xi considera Taiwan parte da China e que cabe a ele decidir o que fazer em relação à ilha. Trump ressaltou que expressou sua insatisfação a Xi em relação a possíveis movimentos contra Taiwan. O presidente americano acredita que Xi não tomará nenhuma ação durante sua presidência, que segue até 2029.

O documento estratégico divulgado pelo governo Trump no ano anterior aponta o desejo de evitar conflitos com a China, fortalecendo o poder militar dos EUA e aliados em regiões como Taiwan e Mar da China Meridional. A embaixada chinesa em Washington afirmou que a questão de Taiwan é interna e deve ser resolvida pela China soberanamente. A tensão entre China e Taiwan data de 1949, após o fim da Guerra Civil chinesa, com os nacionalistas exilados em Taiwan. Pequim considera Taiwan uma província rebelde, enquanto a ilha se mantém autônoma e democrática. Os EUA, sem relações diplomáticas, são apoiadores da ilha por lei, o que gera atritos com a China.

Em meio às disputas, Trump ressaltou que a situação em Taiwan não representa a mesma ameaça que a Venezuela representa para os EUA. O presidente americano garantiu que não considerava análogas as situações entre os dois países. A postura americana visa evitar conflitos com a China, segundo a agência Reuters. O equilíbrio de forças na região é delicado e estratégico para manter a estabilidade geopolítica. A China, por sua vez, busca reforçar sua influência na região e preservar sua integridade territorial.

Trump enfatizou que não acredita que Xi tome qualquer atitude contra Taiwan enquanto ele estiver no poder. A relação tensa entre China e Taiwan, influenciada também pela presença americana, é um dos pontos de instabilidade na região. A expectativa é de que os líderes envolvidos mantenham o diálogo e busquem soluções pacíficas para as questões territoriais em disputa.

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