Chuva deixa áreas da cidade de São Paulo em estado de atenção nesta quarta-feira
Segundo Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da prefeitura, áreas de chuva formadas pelo calor e a entrada da brisa marítima atuam com forte intensidade nesta quarta-feira (28).
Áreas da cidade de São Paulo entraram em estado de atenção na tarde desta quarta-feira (28), de acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da prefeitura. A Zona Sul foi a primeira a receber o alerta às 14h16. Em seguida, entraram as Zona Leste e Sudeste, às 14h56.
Segundo o Corpo de Bombeiros, houve o registro de afogamento na Avenida Garcia de Ávila, 181, Cidade Ademar, Zona Sul.
As primeiras informações apontam que a vítima foi arrastada para debaixo de um veículo pela enxurrada. Ela foi retirada por moradores e levada até a UPA Jabaquara. Ainda não há informações sobre o estado de saúde.
Ainda conforme os bombeiros, até 14h30 foram registrados 4 chamados para queda de árvores (Grajaú e Mogi das Cruzes), um desabamento na rua Igapó, Jaçanã e dois para enchentes em Suzano.
Conforme o CGE, áreas de chuva formadas pelo calor e a entrada da brisa marítima atuam com forte intensidade e lento deslocamento na cidade. Imagens do radar meteorológico do CGE da Prefeitura de São Paulo, mostram chuva forte na Zona Sul, nas subprefeituras de Parelheiros e Capela do Socorro.
O mesmo quadro de chuva forte é observado nas Zonas Leste e Sudeste, nas subprefeituras de Guaianases, Cidade Tiradentes, e Jabaquara. Há potencial para rajadas de vento, alagamentos e transbordamentos.
Chuva atinge SP, e Defesa Civil emite alerta severo nesta terça-feira (27).
Um levantamento exclusivo da TV Globo, com dados municipais, mostra que os alagamentos e as inundações causados pelas chuvas estão cada vez mais frequente na capital. Oficialmente, a prefeitura faz uma separação entre o que é alagamento e o que é inundação. Alagamento é o acúmulo de água da chuva nas ruas, principalmente em locais mais baixos, por falta de drenagem ou escoamento. Já a inundação é quando o excesso de chuva faz um rio ou córrego transbordar, e a água cobre as áreas do entorno. Coisas diferentes, mas com algo em comum: as duas cresceram no ano passado na cidade de São Paulo. Foi registrada uma alta de 31% no caso dos alagamentos e de 61% nas inundações na comparação com os registros de 2024.
Para o professor Anderson Kazuo Nakano, da Universidade Federal de São Paulo, a cidade precisa investir em alternativas para reter a água da chuva. “Sair dessa lógica e dessa solução única dos piscinões, pensar diferentes tipos de lagoas e formas de retenção de águas da chuva nos rios, nos córregos, em pontos mais altos da cidade, para evitar que seja lançado uma grande quantidade de água nas ruas, nas avenidas, principalmente ladeiras, que provocam essas enxurradas. É com grande força, com grande energia, que arrasta os carros e mata as pessoas.”
Só nesse começo de verão, pelo menos quatro pessoas já morreram na região metropolitana em decorrência desses acúmulos de água. No último domingo (25), o funcionário público aposentado Romeu Maccione Neto, 75 anos, morreu afogado em uma enchente na rua onde morava, na Vila Guilherme, na Zona Norte de São Paulo.




