O início de março foi marcado por episódios de chuvas fortes e volumosas em algumas regiões do Brasil. No Norte, Sudeste, Centro-Oeste do Brasil e litoral norte do Nordeste, o volume de precipitações acumulado na primeira quinzena de março correspondeu a pelo menos metade da média histórica de precipitação para este mês.
O impacto desse cenário é refletido em dados históricos. Segundo o Atlas de Desastre, base nacional do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, entre 1991 e 2024, os desastres associados às chuvas no país deixaram cerca de 10,5 milhões de pessoas desalojadas ou desabrigadas.
Para tentar reduzir esses danos, cidades brasileiras têm investido em gêmeos digitais. A tecnologia consiste em mapear digitalmente uma cidade, e acrescentar inúmeras informações, para monitorar seu comportamento e prever efeitos de questões relacionadas ao meio ambiente, saúde e mobilidade urbana.
Simulações no Rio Belém
O gêmeo digital funciona como um modelo 3D que permite simular cenários antes que eles ocorram no mundo real. Em Curitiba, a tecnologia já está sendo implementada para auxiliar no monitoramento do Rio Belém, que deságua dentro do município.
Com a ferramenta, é possível simular enchentes no leito do rio, facilitando a mobilização antecipada da Defesa Civil e a criação de planos de contingência.
“É um conceito extremamente novo. A gente fornece diversos dados, que são acrescidos de inúmeros outros, e tudo isso começa com a base geométrica, que é um mapeamento da cidade”, afirma Valther.
Smart Cities e Mobilidade
Além da prevenção de desastres naturais, os gêmeos digitais são pilares das smart cities (cidades inteligentes), que utilizam análise de dados para melhorar a eficiência urbana. No trânsito, a tecnologia permite testar mudanças viárias de forma virtual antes de aplicá-las nas ruas.
“Todas as alterações feitas na cidade em termos de trânsito são estudadas previamente. Previamente se faz a contagem de tráfego (veículos) que passa por uma via e analisa todo o entorno e aí você vai adequar os tempos do semáforo em função da quantidade de carros. Tudo isso é feito com um conjunto de dados que pode fazer parte dos gêmeos digitais”, detalha o Diretor Técnico.
Evento em Curitiba
Para debater soluções que tornem as cidades mais humanas e inteligentes, Curitiba recebe, entre os dias 25 e 27 de março, o Smart City Expo Curitiba. O evento, que acontece na Arena da Baixada, chega à sua 7ª edição como o maior do setor nas Américas.
Sob o tema “Cidades para Inovar, Criar e Vivenciar”, o encontro busca divulgar tecnologias que transformam a qualidade de vida urbana. A Esteio estará presente apresentando suas soluções de gestão pública colaborativa.
Os ingressos já estão disponíveis no site e podem ser adquiridos nas categorias de Visitor, Attendee e Business.




