Em 4 dias, Campinas registra 35% do volume de chuva esperado para fevereiro; excesso prejudica a produção de hortaliças
Produtores estimam que perdas nas plantações chegam a 40%. Previsão é de que plantações continuem sendo afetadas até o início de março de 2026.
Com chuvas intensas na região, produtores perdem até 50% da produção de verduras [https://s03.video.glbimg.com/x240/14319490.jpg]
Entre 2 e 5 de fevereiro, a cidade de Campinas [https://DE.DE.DE.DE/sp/campinas-regiao/cidade/campinas/] registrou 62 milímetros de precipitação, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o que representa 35% do volume de chuva esperado para todo o mês.
O volume elevado de chuva começou ainda em janeiro. Na Estação do Taquaral, em Campinas, o acumulado do mês chegou a 339 milímetros, valor 79 milímetros acima da média histórica, que é de 261 milímetros para o período, de acordo com dados do Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas (Ciiagro).
O excesso de chuva que atingiu a região de Campinas (SP) tem causado prejuízos significativos à produção de hortaliças, segundo produtores rurais. As perdas podem chegar a até 40% da produção, principalmente em culturas mais sensíveis, como a alface.
PERDAS NO CAMPO
O produtor rural Sérgio Donofrio, de Campinas, cultiva diferentes tipos de hortaliças e estima ter perdido entre 30% e 40% da produção devido às chuvas intensas. Segundo ele, além da redução na colheita, a qualidade das verduras também é comprometida.
> “A qualidade diminui bastante, porque elas perdem muito em tempo de prateleira. No inverno, a alface chega a durar uma semana na geladeira. Nessa época, dura dois ou três dias e já começa a ficar bem prejudicada”, relata o produtor.
Para atender a demanda, o produtor teve que buscar outros produtos no Ceagesp de São Paulo. De acordo com ele, os valores também cresceram com a falta do produto. “Há 30 dias, a alface que estava R$ 20 uma caixa, agora está R$ 50”, conta o produtor.
Em reportagem à EPTV, afiliada da TV Globo, a agrometereologista Ludmila Camparoto, explica que o aumento da umidade do solo favorece a chamada “podridão”, causada pela mistura de água e terra, o que acelera o apodrecimento das verduras.
> “O grande problema para as hortaliças é essa podridão, já que elas ficam muito próximas do solo. Com a elevação da umidade, ocorre o apodrecimento das raízes e das folhas, prejudicando a qualidade de maneira geral”, afirma a especialista.
PREVISÃO DE CHUVAS SEGUE ATÉ MARÇO
A previsão é de que as lavouras continuem sofrendo com as chuvas até o início de março de 2026.
De acordo com a agrometereologista, o período entre final de fevereiro e começo de março é o mais preocupante e, por isso, produtores, comerciantes e consumidores devem estar atentos e se planejarem.
> “Entre o final de fevereiro e o início de março, a gente observa novamente uma condição de mais chuvas. Isso exige um ponto de atenção dos produtores, principalmente no planejamento da colheita e na preservação da qualidade das lavouras”, explica a agrometeorologista Ludmila Camparoto.




