CIA avalia possível sucessão de líder no Irã em caso de intervenção militar dos EUA

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De acordo com informações da Reuters, a CIA realizou avaliações nas últimas semanas, e chegou à conclusão de que em caso de morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, figuras da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) poderiam substituí-lo. Essa análise foi feita levando em consideração uma possível intervenção dos Estados Unidos no país. As avaliações elaboradas pela agência de inteligência consistiam em analisar os possíveis desdobramentos no Irã e até que ponto uma ação militar poderia ocasionar mudanças no regime do país.

A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) é uma força militar de elite cujo principal objetivo é proteger o regime clerical muçulmano xiita no Irã. Durante as avaliações da CIA, não foi possível chegar a uma conclusão definitiva sobre o cenário que poderia se estabelecer no país caso uma intervenção militar ocorresse. O presidente Donald Trump tem demonstrado interesse em uma possível mudança de regime no Irã, sem, no entanto, especificar quem poderia assumir o comando do país.

Em um pronunciamento em vídeo, Trump caracterizou o regime de Teerã como sendo terrorista e encorajou a população iraniana a tomar as rédeas do poder, afirmando que os ataques militares dos EUA poderiam ser um incentivo para uma revolta. A agência de inteligência não quis comentar sobre as informações vazadas, e as fontes indicam que a CIA se recusou a fornecer declarações oficiais sobre o assunto.

Nos últimos dias, autoridades americanas buscaram um acordo nuclear com o Irã como forma de evitar uma intervenção militar. Em uma reunião com membros do Congresso, o Secretário de Estado Marco Rubio informou que uma operação militar poderia ser desencadeada mesmo diante do cenário das negociações nucleares em Genebra, que não resultaram em um acordo concreto. Rubio comunicou que a operação militar estava prevista para iniciar em breve.

No entanto, as fontes afirmam que o presidente Trump ainda poderia mudar de ideia em relação à intervenção militar, especialmente se as negociações com o Irã obtivessem um resultado positivo. O ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel foi planejado após um período de discussões no governo americano sobre a possibilidade de ação militar no Irã, considerando os protestos que marcaram a região em dezembro. A partir dessas informações, fica claro que o cenário no Irã ainda permanece incerto diante das ameaças de intervenção militar estrangeira.

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