Ciclista que faleceu após atropelamento na RS-115 havia deixado registrado em vida o desejo de doar órgãos; saiba como funciona
Além de Isac Emanuel, o acidente também vitimou a esposa dele, Clarissa Felipetti, e a amiga Fernanda Barros. Desde 2024, qualquer cidadão pode registrar de forma gratuita e digital o desejo de ser doador.
O corpo do terceiro ciclista vítima do atropelamento em uma rodovia no RS está sendo velado no estado
O ciclista Isac Emanuel Ribeiro da Silva, de 35 anos, falecido após ser atropelado na RS-115, em Três Coroas, havia oficializado em vida a vontade de ser doador, facilitando assim para a família prosseguir com a doação.
O atropelamento, que ocorreu no dia 21, também tirou a vida da esposa de Isac, Clarissa Felipetti, e da amiga Fernanda Barros. Enquanto as duas mulheres faleceram no local do acidente, o homem foi levado ao hospital, porém não sobreviveu aos ferimentos.
Isac teve a confirmação de morte cerebral e, de acordo com o Colégio Notarial do Brasil, o registro prévio feito por ele foi crucial para a decisão da família em proceder com a doação.
A esposa, Clarissa, acompanhou o marido na decisão de oficializar a medida. O ciclista fazia parte de um grupo de 336 residentes de Três Coroas que, desde 2023, buscaram o Cartório de Notas para declarar a intenção de doar órgãos.
A formalização em cartório para doação de órgãos começou pioneiramente no estado em 2022, proporcionando aos cidadãos uma forma oficial, gratuita e acessível de expressar sua vontade. O processo é realizado de maneira simples através do site Aedo, emitindo um Certificado Digital Notarizado gratuitamente, participando de uma videoconferência com um tabelião e assinando eletronicamente a autorização de doação de órgãos.
A informação é registrada na Central Nacional de Doadores de Órgãos e pode ser acessada por profissionais do Sistema Nacional de Transplantes. A autorização também pode ser revogada a qualquer momento.
Investigação do acidente revela que o motorista do carro envolvido foi indiciado por triplo homicídio e outros crimes, sendo identificado como José Carlos Almeida Bessa. A defesa do suspeito informou que está colaborando com as autoridades na apuração dos fatos.
O corpo de Isac está sendo velado no Ginásio Municipal Armando Brusius em Três Coroas, onde amigos e familiares prestam suas últimas homenagens ao ciclista. A comunidade lamenta a perda de Isac, descrevendo-o como um homem íntegro, generoso e apaixonado pelo ciclismo.
As outras vítimas do acidente, Clarissa Felipetti e Fernanda Mikaella da Silva Barros, também são lembradas com carinho por suas respectivas áreas de atuação e pelo impacto positivo que deixaram nas vidas das pessoas ao seu redor.
O acidente chocou a comunidade e está sendo investigado pela Polícia Civil como triplo homicídio doloso no trânsito. A testemunha relatou ter visto o motorista em estado de embriaguez antes do acidente, o que colaborou para o desfecho da investigação. A defesa do suspeito se comprometeu a cooperar com as autoridades para esclarecer os fatos de forma justa e tecnicamente correta.




