Mauro Cid, ex-ajudante de Bolsonaro, revela pressões do agronegócio para um golpe. Veja como ele mudou sua versão sob ameaça de prisão.

Revelações sobre Pressões do Agronegócio

Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, revelou em depoimento que integrantes do agronegócio pressionavam o governo para consumar um golpe de Estado no Brasil. Durante seu interrogatório, Cid afirmou que esses setores estavam ansiosos para que o presidente assinasse um decreto e as Forças Armadas tomassem ações drásticas.

Delação Premiada de Cid

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o sigilo dos vídeos da delação premiada de Cid, que havia firmado um acordo com a Polícia Federal. Em troca das informações, Cid pediu uma pena máxima de dois anos, a restituição de bens apreendidos e proteção para sua família. Moraes ameaçou prendê-lo caso ele fosse omisso, mas, após Cid mudar sua versão, a delação foi mantida.

Troca de Mensagens e Bombas de Informação

Cid mencionou uma troca de mensagens com o tenente Aparecido Andrade Portela, suplente da senadora Teresa Cristina, onde se referia a um “churrasco” que ainda não estava acabado. Moraes questionou se a mensagem não se referia a um golpe, e Cid respondeu que Portela estava pressionado por integrantes do agronegócio.

Denúncias da Procuradoria-Geral da República

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Bolsonaro e mais 33 pessoas por envolvimento na tentativa de golpe, um dia antes de o sigilo da transcrição dos depoimentos de Cid ser derrubado.

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