Cidades da RMC sem plano para tornados: Curitiba se destaca

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Cidades da Região Metropolitana de Curitiba atingidas por tornado não têm plano
de adaptação às mudanças climáticas

DE José dos Pinhais e Piraquara receberam classificação “ruim” em ranking de
adaptação climática da Transparência Internacional. Na Região Metropolitana,
apenas Curitiba tem uma estratégia municipal de longo prazo para reduzir
impactos e adaptar estrutura urbana a eventos extremos, como tornados.

Especialistas alertam que eventos extremos serão mais frequentes e mais fortes.
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DE José dos Pinhais
[https://g1.globo.com/pr/parana/cidade/sao-jose-dos-pinhais/] e Piraquara
[https://g1.globo.com/pr/parana/cidade/piraquara/], cidades da Região
Metropolitana de Curitiba [https://g1.globo.com/pr/parana/cidade/curitiba/]
(RMC) que enfrentaram um tornado de nível F2
[https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2026/01/13/tornado-em-sao-jose-dos-pinhais-e-o-quinto-registrado-no-parana-em-tres-meses.ghtml]no
começo do ano, não têm um Plano de Adaptação à Mudança do Clima. Um levantamento
publicado pela Transparência Internacional classificou a gestão das cidades em
relação ao tema como “ruim”.

Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar),
os ventos na região ultrapassaram 180 km/h. O tornado afetou 350 residências e
impactou 1,2 mil pessoas
[https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2026/01/11/tornado-em-sao-jose-dos-pinhais-estragos.ghtml],
conforme a Defesa Civil Estadual.

A ausência de planos municipais foi um dos critérios avaliados no módulo de
Adaptação Climática do Índice de Transparência e Governança Pública (ITGP) de
2025. Das 14 prefeituras da região analisadas, apenas a capital Curitiba recebeu
a classificação “bom”. Dez cidades tiveram a classificação “ruim”. A gestão em
Almirante Tamandaré [https://g1.globo.com/pr/parana/cidade/almirante-tamandare/]
foi considerada “regular”, enquanto Balsa Nova
[https://g1.globo.com/pr/parana/cidade/balsa-nova/] e Colombo
[https://g1.globo.com/pr/parana/cidade/colombo/] receberam a classificação
“péssimo”.

Carolina Efing, advogada socioambiental e membro da Rede Curitiba Climática
(RECC), organização responsável pelo levantamento na RMC, destaca que, com
exceção da capital, nenhum dos municípios adere à Lei Federal nº 14.904/2024,
que estabelece as diretrizes nacionais para os planos de adaptação às mudanças
do clima.

De acordo com a especialista, no Brasil “ainda é uma minoria dos municípios que
atende esses requisitos básicos em relação à adaptação climática, infelizmente”.

DE José dos Pinhais é o quinto tornado a atingir o Paraná em três meses, segundo
registros
[https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2026/01/13/tornado-em-sao-jose-dos-pinhais-e-o-quinto-registrado-no-parana-em-tres-meses.ghtml].

A Prefeitura de Piraquara disse, em nota, que o município tem um Plano de
Contingência da Defesa Civil Municipal com a identificação das áreas de risco da
cidade. A nota afirma ainda que “o município encontra-se em fase de criação do
Fundo Municipal para Calamidades Públicas, instrumento necessário para
viabilizar o acesso a recursos do Fundo Estadual para Calamidades Públicas”.

Na avaliação da advogada socioambiental Carolina Efing, os planos de adaptação à
mudança do clima e os planos de contingência são iniciativas complementares.

“O plano de adaptação muda a cidade para sofrer menos, com redução estrutural do
risco ao longo do tempo, com obras, políticas e prevenção integrada, enquanto o
plano de contingência prepara a cidade para agir rápido, com protocolos de
emergência para proteger vidas e restabelecer serviços”, explica.

Efing destaca a importância da legislação para garantir recursos diante das
mudanças climáticas e da falta de planos de adaptação em outras cidades do
Paraná, segundo informações da Sedest
[https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2026/01/13/tornado-em-sao-jose-dos-pinhais-e-o-quinto-registrado-no-parana-em-tres-meses.ghtml].

DE, José dos Pinhais foi um dos municípios mais afetados pelos tornados recentes,
reforçando a necessidade de ações consistentes de adaptação e mitigação. Em São
José dos Pinhais, os estragos foram significativos, mostrando a vulnerabilidade
da região e a importância de um planejamento eficaz para lidar com eventos
climáticos extremos.

A lei do Clima de Curitiba serve como exemplo de boas práticas na segurança
climática da cidade, estabelecendo diretrizes claras e ações concretas para
mitigar os efeitos das mudanças climáticas. O destaque positivo de Curitiba
contrastando com as deficiências de outras cidades da região demonstra a
urgência de uma abordagem integrada e coordenada para garantir a resiliência
perante eventos climáticos extremos.

Em um cenário onde tornados se tornam cada vez mais frequentes e intensos, a
importância da adaptação e prevenção em nível municipal se torna evidente, e os
planos adequados se revelam fundamentais para proteger a população e garantir um
futuro mais seguro e sustentável para as cidades da Região Metropolitana de
Curitiba. A falta de ação imediata pode resultar em consequências devastadoras,
reforçando a urgência de medidas efetivas e de planos bem estruturados para
lidar com os desafios climáticos que se apresentam.

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