Vídeo: Cinco homens são presos após matar e colocar fogo no corpo de uma frentista, em Itaberaí

Cinco homens foram presos por matar e carbonizar uma frentista em treinamento na cidade de Itaberaí, região Metropolitana de Goiânia. O corpo de Janaína Oliveira Moura foi encontrado nesta segunda-feira, 12. No entanto, segundo a Polícia Civil (PC), o crime ocorreu na madrugada anterior. Os suspeitos foram detidos nesta segunda, mas a informação só foi divulgada nesta terça-feira, 13.

De acordo com o delegado Kléber Toledo, que está à frente do caso, juntamente com o Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Itaberaí, a vítima, além de estar com o corpo parcialmente carbonizado, tinha sinais de tiro na cabeça e outras lesões contusas. Ela estava com o uniforme da empresa, a qual havia recentemente sido contratada, o que facilitou na identificação.

“A Partir das vestimentas desta vítima, nós identificamos que se tratava de um uniforme de um posto de combustíveis aqui da cidade, razão pela qual nós fomos até este estabelecimento e conseguimos identificar essa vítima, antes mesmo da chegada da equipe pericial”, relatou o delegado Kléber Toledo.

Ainda segundo o investigador, durante todo o dia, o GIH trabalhou na para traçar o caminho feito pela vítima no dia do crime. Com o auxílio de câmeras, os policiais descobriram que a mulher passou a segunda no posto de combustíveis. Ao final do expediente, ela teria passado em alguns bares do município.

Durante a madrugada, Janaina deixou um bar na companhia dos cinco suspeitos em carro modelo VW/Gol, cor prata, rebaixado e com rodas pretas. Em seguida, foi brutalmente assassinada.

Todos os envolvidos foram identificados e presos em ação conjunta entre a PC e Polícia Militar de Itaberaí. Para os agentes, os suspeitos afirmaram que o crime teria sido motivado por vingança, já que acreditavam que a frentista estava envolvida em um homicídio ocorrido meses atrás, suspeita que, segundo a polícia, não procede.

“Eles foram autuados em flagrante pelo crime de homicídio consumado qualificado pelo motivo torpe, uma vez que a motivação seria pelo fato desses autores acreditarem que essa vítima estava relacionada a um crime ocorrido anteriormente, o que não é verdade, e também pelo meio cruel”, concluiu o delegado Kléber Toledo.

Veja o vídeo:

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BYD cancela contrato com empreiteira após polêmica por trabalho escravo

Na noite de segunda-feira, 23, a filial brasileira da montadora BYD anunciou a rescisão do contrato com a empresa terceirizada Jinjiang Construction Brazil Ltda., responsável pela construção da fábrica de carros elétricos em Camaçari, na Bahia. A decisão veio após o resgate de 163 operários chineses que trabalhavam em condições análogas à escravidão.

As obras, que incluem a construção da maior fábrica de carros elétricos da BYD fora da Ásia, foram parcialmente suspensas por determinação do Ministério Público do Trabalho (MPT) da Bahia. Desde novembro, o MPT, juntamente com outras agências governamentais, realizou verificações que identificaram as graves irregularidades na empresa terceirizada Jinjiang.

Força-tarefa

Uma força-tarefa composta pelo MPT, Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Defensoria Pública da União (DPU) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), além do Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF), resgatou os 163 trabalhadores e interditou os trechos da obra sob responsabilidade da Jinjiang.

A BYD Auto do Brasil afirmou que “não tolera o desrespeito à dignidade humana” e transferiu os 163 trabalhadores para hotéis da região. A empresa reiterou seu compromisso com o cumprimento integral da legislação brasileira, especialmente no que se refere à proteção dos direitos dos trabalhadores.

Uma audiência foi marcada para esta quinta-feira, 26, para que a BYD e a Jinjiang apresentem as providências necessárias à garantia das condições mínimas de alojamento e negociem as condições para a regularização geral do que já foi detectado.

O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que sua embaixada e consulados no Brasil estão em contato com as autoridades brasileiras para verificar a situação e administrá-la da maneira adequada. A porta-voz da diplomacia chinesa, Mao Ning, em Pequim, destacou que o governo chinês sempre deu a maior importância à proteção dos direitos legítimos e aos interesses dos trabalhadores, pedindo às empresas chinesas que cumpram a lei e as normas.

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