Cineasta Kleber Mendonça fala sobre o filme ‘El agente secreto’

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Kleber Mendonça (Aquarius, Bacurau) relaciona o bom momento do cinema brasileiro com o retorno de Lula ao poder em 2023, após ‘a cultura ser extinta no Brasil’ sob Bolsonaro. Em entrevista, Mendonça destaca a importância desse momento para a indústria cinematográfica do país. A cidade de Recife, cenário de suas películas, foi fundamental para o cineasta receber a notícia positiva de Los Angeles.

Nesse contexto, Wagner Moura interpreta um professor universitário em Recife, perseguido por sicários ligados ao regime militar. Mendonça destaca a relevância de ter figuras emblemáticas como Moura em seus filmes. A conexão do cinema brasileiro com eventos históricos como a ditadura militar é um dos pontos levantados na entrevista. A universalidade das histórias de poder e opressão ressoa em todo o mundo, impactando o público internacional.

As críticas positivas nos Estados Unidos para ‘El agente secreto’ refletem a identificação do público com a história do filme. A obra de Mendonça ecoa questões políticas e sociais presentes atualmente nos EUA. A visão de Lula sobre a importância do filme na memória da violência da ditadura ressalta o potencial político do cinema e sua capacidade de informar e sensibilizar.

Mendonça acredita que o cinema pode ser uma forma de resistência, mesmo que não seja seu objetivo principal ao criar filmes. A contribuição para o debate público e a conscientização é uma consequência natural de seu trabalho. A presença de atores renomados como Wagner Moura enriquece o universo cinematográfico brasileiro e amplia sua projeção internacional, possibilitando reconhecimento em premiações como o Oscar.

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