O cinegrafista amazonense Renato Belém, de 39 anos, foi ferido por estilhaços de míssil durante uma operação militar na guerra da Ucrânia. Mesmo ferido, ele conseguiu ajudar um colega em retirada sob ataques e agora segue em recuperação em um hospital. De acordo com Renato, seu estado de saúde é estável. A missão que resultou no ferimento do cinegrafista ocorreu na madrugada do dia 30 de janeiro, em Zaporíjia, uma das áreas mais atingidas pelo conflito.
A guerra na Ucrânia teve início em fevereiro de 2022, quando a Rússia lançou uma invasão em larga escala ao país. Esse conflito já deixou milhares de mortos e milhões de refugiados, além de devastar cidades e infraestrutura. Enquanto a Ucrânia recebe apoio militar e econômico de países ocidentais, a Rússia enfrenta sanções internacionais. Renato contou que durante a operação, o pelotão avançava por uma região com campos minados e sofria ataques constantes de artilharia e drones. A missão previa percorrer oito quilômetros, porém o trajeto levou cinco dias devido aos riscos envolvidos.
Após o míssil explodir perto do esquadrão, Renato foi atingido na coxa e na panturrilha, perdendo muito sangue e necessitando de atendimento médico. Outro combatente ficou ferido e um integrante do grupo acabou falecendo no incidente. Mesmo ferido, Renato ajudou na retirada de um colega atingido, percorrendo cerca de seis quilômetros até um ponto de retirada, onde foram resgatados por um veículo blindado. Atualmente, Renato continua internado em um hospital destinado a combatentes feridos e relata que sua recuperação está progredindo.
Zaporíjia permanece como um dos principais focos da guerra na Ucrânia, sendo uma região marcada pelo uso recorrente de drones kamikazes, minas terrestres e bombardeios, tornando as missões extremamente perigosas. A região é vista como um ponto tenso do conflito, com ataques constantes e impacto significativo sobre a população civil. Neste cenário, hospitais, prisões e áreas residenciais têm sido alvos de bombardeios russos, causando vítimas e reforçando a percepção de que o território continua sendo uma linha de frente estratégica no conflito.
A ofensiva russa na região é considerada uma tentativa de enfraquecer a resistência ucraniana e intimidar civis, enquanto autoridades locais denunciam crimes de guerra. Além disso, a proximidade de Zaporíjia com a maior usina nuclear da Europa aumenta o risco de incidentes graves. É importante ressaltar que a participação de cidadãos brasileiros em conflitos armados estrangeiros representa um risco extremo, conforme alerta do governo. A situação na Ucrânia segue sendo monitorada em meio a negociações de paz, enquanto a violência e os conflitos intensos continuam a assolar a região.




