CMTC afirma que ainda não foi definido o novo modelo tarifário a ser implantado na capital.

Depois de reunião realizada nesta segunda-feira, 11, com representantes da prefeitura de Goiânia e do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo e Passageiros de Goiânia e Região Metropolitana (SET), o presidente da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC), Murilo Ulhôa, afirmou que ainda não existe definição de um novo modelo tarifário a ser implantado na capital. De acordo com ele, sugestões estão sendo apresentadas para chegar ao formato ideal.

A reunião foi realizada a portas fechadas no paço municipal, durante algumas horas, porém foi finalizada sem conclusões. Segundo Ulhôa, a reunião teve duas pautas principais: a sugestão de um novo modelo tarifário, que conforme o presidente será submetido para análise, e o plano emergencial de socorro ao transporte coletivo metropolitano.

Em relação à questão tarifária, corre a informação que a prefeitura trabalha com a possibilidade de implantação de uma tarifa que pode variar de acordo com a linha do cliente. Atualmente, o valor da passagem é o mesmo para quem circula dentro da capital, quanto para quem vem para a cidade da região metropolitana.

“Hoje, o usuário que sai de Bela Vista e vem para Goiânia, faz a conexão e vai pra Trindade pagar R$ 4,30. Se você sair do Paço Municipal, ao lado do Flamboyant, e for para a Praça Cívica, você paga R$ 4,30”, pontua Ulhôa. Assim, haveria um modelo de tarifa para Goiânia e Aparecida, e outro para as demais cidades da Região Metropolitana.

Porém, conforme o presidente da CMTC, nenhuma proposta foi formada ainda.

Congelamento do valor da tarifa

O prefeito interino de Goiânia, Rogério Cruz (Republicanos), também se pronunciou depois da reunião, e afirmou que a tarifa do transporte coletivo da região metropolitana de Goiânia não terá reajuste neste ano.

De acordo com Cruz, a questão do congelamento foi decidida, não existindo uma conversa em relação ao reajuste pelos próximos doze meses. “Essa discussão está fora da pauta, está decidido”, informou.

Foto: Jucimar de Sousa

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Mauro Cid confirma ao STF que Bolsonaro sabia de trama golpista

Em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), o tenente-coronel Mauro Cid afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estava ciente de um plano para um golpe de Estado. O ex-ajudante de ordens foi ouvido pelo ministro Alexandre de Moraes na última quinta-feira, 21, para esclarecer contradições entre sua delação premiada e as investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF).

De acordo com informações apuradas pela PF, a investigação revelou a existência de um plano envolvendo integrantes do governo Bolsonaro para atentar contra a vida de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes. Contudo, os advogados de Mauro Cid negam que ele tenha confirmado que Bolsonaro estava diretamente envolvido na liderança do suposto plano de execução.

Após prestar depoimento por mais de três horas, o advogado de Cid, Cezar Bittencourt, declarou que seu cliente reiterou informações já apresentadas anteriormente. A advogada Vania Adorno Bittencourt, filha de Cezar, declarou ao Metrópoles que Bolsonaro sabia apenas da tentativa de golpe.

O ministro Alexandre de Moraes validou a colaboração premiada de Mauro Cid, considerando que ele esclareceu omissões e contradições apontadas pela PF. O depoimento foi o segundo do tenente-coronel nesta semana, após a recuperação de arquivos deletados de seus dispositivos eletrônicos pela PF.

Bolsonaro indiciado pela Polícia Federal

No mesmo dia, a Polícia Federal indiciou Jair Bolsonaro e outras 36 pessoas por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado. O relatório foi entregue ao ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo caso no STF.

Entre os indiciados estão os ex-ministros Braga Netto e Augusto Heleno, além do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. O grupo é acusado de crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa, atuando em seis núcleos distintos.

Bolsonaro, em resposta, criticou a condução do inquérito, acusando Moraes de “ajustar depoimentos” e realizar ações fora do que prevê a lei. As investigações continuam em andamento, com implicações graves para os envolvidos.

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