A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manteve a projeção de crescimento do PIB em 2% para o Brasil em 2026, impulsionado especialmente pelo setor agropecuário. Além disso, a indústria extrativa e a resiliência dos serviços contribuem para o avanço moderado da economia.
Apesar das expectativas positivas, fatores como juros altos, inflação persistente e aumento das importações podem limitar uma recuperação mais robusta da atividade econômica, alerta a CNI.
Segundo a entidade, a indústria deve crescer, especialmente a extrativa, beneficiada pelo aumento da produção de petróleo. Na construção civil, medidas do governo voltadas ao crédito habitacional e infraestrutura devem impulsionar o setor.
Como o cenário econômico internacional impacta o agronegócio brasileiro?
O avanço das importações de bens de consumo e a guerra no Oriente Médio são desafios para o setor agro. A alta nos custos de combustíveis, energia e fertilizantes devido ao conflito prejudica a produção.
No entanto, a estimativa de uma nova safra recorde, principalmente de soja, aliada ao crescimento da produção animal, leva a CNI a elevar as projeções para o agronegócio, superando as expectativas anteriores.
O setor de serviços, apesar de sustentado pelo mercado de trabalho e vendas do varejo, enfrenta desafios como aumento da inadimplência e endividamento, o que reduz as perspectivas de crescimento.
Quais são as projeções para a taxa básica de juros e o cenário fiscal?
A CNI revisou suas expectativas e agora prevê apenas dois cortes de 0,25 ponto percentual na taxa de juros ao longo de 2026. O aumento das despesas públicas e a preocupação com o endividamento do país destacam-se no cenário fiscal.
No ambiente internacional, a guerra no Oriente Médio é apontada como fator de risco para a economia brasileira. O conflito eleva os custos de importação, o que impacta as exportações nacionais.
Com a possibilidade de tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros, as exportações podem ser afetadas ao longo do ano, sinalizando desafios no comércio exterior.



