O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) tem ampliado significativamente a atuação da **inteligência artificial** na pesquisa no Brasil, com cerca de **2,8 mil** bolsas e projetos ativos. Este ano, a IA é o tema central do Prêmio Jovem Cientista, que busca promover seu uso para o bem comum em áreas cruciais como saúde, educação e sustentabilidade. O CNPq também é responsável pelo financiamento de **13 Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia** (INTCs) que dedicam suas pesquisas à aplicação da IA em problemas sociais e ambientais.
Através da Plataforma Integrada Carlos Chagas, que organiza informações sobre pesquisas, foi possível observar a concentração de investimentos em setores como **Ciência da Computação** (445 iniciativas), **Geociências** (161), **Engenharia Elétrica** (159) e **Medicina** (156). Com quase **1,3 mil** bolsas e projetos em sua maioria no Sudeste, os dados demonstram um grande quantitativo de iniciativas também no Nordeste (609), Sul (463), Centro-Oeste (246) e Norte (167). São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro se destacam como os estados com o maior número de bolsistas, indicando uma forte presença da pesquisa em IA no país.
Qual o diferencial do novo modelo de IA?
Os **Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia** (INTCs) são o principal eixo de financiamento do CNPq, com **243 projetos** vigentes. A recente convocatória, aberta em **2024**, contou com investimento recorde de **R$ 1,63 bilhão**, proveniente do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Ministério da Saúde, Capes e fundações estaduais. “Financiamos projetos e bolsas em todas as áreas do conhecimento. A IA é transversal a essa diversidade, o que justifica o crescimento do apoio”, afirma Lisandra Santos, Coordenadora-Geral de Cooperação Nacional em Ciência, Tecnologia e Inovação do CNPq.
A seleção do tema para a **32ª edição do Prêmio Jovem Cientista** reflete claramente esses avanços. O prêmio deste ano, intitulado “**Inteligência Artificial para o Bem Comum**”, visa incentivar estudantes e pesquisadores a aplicar a IA em soluções voltadas para o interesse coletivo em setores como saúde, educação e políticas públicas. A necessidade de um desenvolvimento mais equitativo e sustentável é reconhecida, promovendo assim o protagonismo de iniciativas com impacto social.
Como funciona a nova ferramenta?
Os prêmios têm como objetivo estimular a criação de soluções inovadoras, e as inscrições estarão abertas até **14 de agosto**. O projeto é uma colaboração entre o CNPq e a **Fundação Roberto Marinho**, que conta com o patrocínio master da **Shell** e apoio de mídia da **Editora Globo** e do **Canal Futura**. Esse apoio é crucial para a promoção de novas ideias e metodologias que utilizem a inteligência artificial de forma efetiva.
A crescente importância da IA nas diversas áreas do conhecimento pode ser vista em como essas pesquisas se relacionam com práticas cotidianas e a transformação digital. A dinâmica da tecnologia influencia as práticas de ensino e pesquisa, e novas soluções surgem a partir dessa colaboração. O envolvimento de grandes parceiros como a Shell, que investe em inovações sustentáveis, mostra que o potencial da IA vai além dos laboratórios acadêmicos.
O que muda com a nova versão?
Considerando o aumento do investimento em IA, a expectativa é que novos projetos apareçam à medida que o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, coordenado pelo Ministério da Ciência, seja executado. A promoção de eventos como o Prêmio Jovem Cientista não apenas agrega valor à pesquisa científica, mas também revela a intenção do Brasil de se integrar ao avanço global da tecnologia.
João Alegria, secretário geral da Fundação Roberto Marinho, destaca: “Estamos numa fase de expansão e desenvolvimento de dispositivos de inteligência artificial em todo o planeta. É essencial encontrar um jeito de inserir o Brasil nesse panorama de maneira eficaz e adequada”. Isso demonstra a vontade de que o Brasil não apenas participe, mas que se destaque no uso de IA nas mais diversas áreas do conhecimento.
As iniciativas já em andamento provam que o CNPq e suas parcerias estão dispostos a investir pesadamente na pesquisa e desenvolvimento. Este ano, a discussão acerca do papel do Brasil na inteligência artificial e as ações necessárias para garantir um futuro mais positivo com essa tecnologia estão no centro das atenções. Assim, o reconhecimento e a promoção de projetos inovadores na área se tornam cada vez mais determinantes para o avanço do conhecimento e das soluções práticas para desafios sociais.



