Uma colônia de férias inclusiva está oferecendo uma programação especializada para crianças com autismo e outros transtornos do desenvolvimento durante o período de recesso escolar. A iniciativa busca atender famílias que enfrentam desafios com as mudanças de rotina típicas das férias, especialmente no caso de crianças que seguem agendas estruturadas de terapias e acompanhamentos contínuos.
Durante as férias, a interrupção das atividades diárias pode provocar insegurança, desorganização emocional e impactos no desenvolvimento infantil. Diante desse cenário, a Clínica Pediátrica Multiprofissional Affect preparou a Colônia de Férias 2026, com uma proposta que alia lazer, cuidado e estímulos terapêuticos em um ambiente acolhedor, seguro e planejado para respeitar as necessidades individuais de cada criança.
A programação inclui atividades lúdicas e dirigidas, oficinas de culinária e artes, jogos, brincadeiras estruturadas, práticas esportivas e uso do playground. Todas as ações foram pensadas para estimular habilidades como psicomotricidade, comunicação, autonomia e interação social, sempre com acompanhamento de uma equipe multiprofissional especializada.
De acordo com a fonoaudióloga Juliana Menezes, responsável técnica pela iniciativa, o principal objetivo da colônia é proporcionar experiências positivas que unam desenvolvimento e afeto. Segundo ela, as atividades são conduzidas de forma leve e prazerosa, respeitando o ritmo e as particularidades de cada participante, com foco no desenvolvimento global, no fortalecimento da autonomia e no convívio social.
A profissional explica ainda que a programação foi estruturada para se adaptar à rotina das famílias, podendo ocorrer no contraturno das terapias ou conforme combinação prévia com a equipe. Para as crianças que permanecerem em período integral, a clínica disponibiliza lanches e almoço em parceria com as famílias, respeitando seletividades alimentares, restrições e necessidades específicas. A Clínica Pediátrica Affect atua no acompanhamento multiprofissional de crianças com transtornos do neurodesenvolvimento, como o Transtorno do Espectro Autista, além de crianças com doenças raras.
Segundo Juliana Menezes, a proposta da colônia é integrar estímulos terapêuticos em um contexto de lazer, promovendo o desenvolvimento de habilidades motoras, comunicação, expressão artística e alimentação em um ambiente de troca e convivência. Ela ressalta que, durante as férias, muitas crianças passam mais tempo em casa, afastadas da rotina estruturada do ano, o que pode gerar insegurança.
Por isso, a oferta de vivências sociais organizadas, com previsibilidade e estímulos adequados, é apontada como fundamental para garantir conforto emocional e continuidade no desenvolvimento. Todas as crianças inscritas na colônia serão acompanhadas por profissionais capacitados, em um espaço planejado para promover acolhimento, inclusão e interação social, com o objetivo de tornar o período de férias uma experiência positiva tanto para as crianças quanto para suas famílias.




