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A difícil decisão do PL para a eleição em Goiânia

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Com eleitorado bolsonarista consolidado na capital, o que ajudou o PL a eleger o senador Wilder Morais e o deputado federal Gustavo Gayer em 2022, o partido tem a difícil tarefa de discutir internamente qual caminho irá tomar na eleição em Goiânia no ano que vem. Gayer quer ser candidato na capital e acredita que tem a primazia dentro da legenda. Por outro lado, o PL trabalha dobradinhas com o PSD nas principais cidades goianas para consolidar uma possível candidatura de Wilder a governo em 2026.

“Vai chegar a hora do PL sentar e discutir a relação e não será fácil. Vai ter que ter calma”, afirmou um membro do partido à coluna. Gayer já tem demonstrado insatisfação pública com a possibilidade do partido apoiar a candidatura do senador Vanderlan Cardoso (PSD). Por outro lado, Wilder movimenta com cautela. “Wilder não gosta de se indispor com ninguém, não é de enfrentamento, mas a conversa vai ter que existir para firmar uma estratégia do PL em Goiânia e para as próximas eleições.”

Apesar de ter sido bem votado na capital e ter um número considerável de apoiadores, Gayer já enfrenta desgastes na Câmara Federal, o que pode levá-lo a ter o mandato cassado. Em junho deste ano, após declarações polêmicas sobre a África, deputados entraram no Conselho de Ética contra o goiano. O caso também é investigado pela Procuradoria-Geral da União que realiza um estudo sobre as medidas jurídicas cabíveis a respeito das falas do parlamentar goiano durante entrevista a um podcast.

Além de pensar no projeto macro de candidatura ao governo estadual, o PL também têm uma dívida com Vanderlan, que fez campanha para a chapa do partido em 2022. O senador andou o Estado com o então candidato a governo do PL, o ex-deputado Major Vitor Hugo, e com Wilder, fazendo oposição ao governador Ronaldo Caiado (UB).

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