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A frase de Caiado que desmontou o relatório do CNJ sobre o sistema prisional em Goiás

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Pressionado por um jornalista atrás de uma manchete para colocar em evidência o relatório do Conselho Nacional de Justiças com críticas ao sistema prisional em Goiás, o governador Ronaldo Caiado foi curto e grosso ao afastar a credibilidade do documento: “O nosso presídio em Goiás é referência nacional. O único lugar no Brasil em que facção não manda. Só. Exemplo nacional para segurança pública no Brasil e no exterior. É o Estado de Goiás presente. Faccionado não manda nos presídios”, afirmou.

Frase lapidar. De fato, o relatório do CNJ parece ter sido produzido por gente capaz de enxergar cadeia como colônia de férias. Como disse o ministro hoje presidente do Supremo Tribunal Federal Luiz Roberto Barroso, não é. Cadeia é dura mesmo, em qualquer parte do mundo, incluído o Brasil. E incluindo Goiás, claro. O que se questionou no relatório, no geral, tem a ver com o inevitável tratamento rigoroso aplicado aos presos.

E isso porque parte do sucesso da estratégia de segurança pública implantada por Caiado, que reduziu drasticamente todos os índices de criminalidade, tem a ver com a gestão do sistema prisional. Houve um endurecimento, ninguém nega. Nos governos do PSDB, por exemplo, o PCC chegou a “construir” um motel dentro da maior penitenciária do Estado, para atender os detentos. A revelação, na época, teve repercussão nacional. Negativa, por óbvio.

Caiado acabou com essa complacência. A esquerda, dentro da sua visão de mundo que enxerga os criminosos como vítimas das desigualdades sociais, não gostou. Não à toa, o governo Lula não consegue desenhar um plano nacional de combate ao crime. Gestões do PT têm dificuldades com isso ao não saber compatibilizar os direitos humanos com as necessárias medidas restritivas dentro de uma prisão. Só que em Goiás as coisas não funcionam dentro dessa frouxidão perigosa. E o governador tem o apoio integral do Poder Judiciário para a sua política de segurança total.

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