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Adriana Accorsi entra na fila para substituir Flávio Dino, mas… em 22º lugar

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No Brasil, a simples cogitação de alguém para ser nomeado para um Ministério, em qualquer governo, já fortalece e beneficia esse “alguém”. É o caso, no momento, da deputada federal Adriana Accorsi (PT). Veículos de comunicação longe do petismo apaixonado, com a Folha de S. Paulo, citam Adriana como cotada para substituir Flávio Dino no Ministério da Justiça e Segurança, especialmente se houver uma separação em duas pastas, com uma exclusiva para a Segurança.

Na Folha, em uma lista de 22 candidatos, a deputada goiana aparece literalmente no último lugar. O primeiro é o ministro aposentado do STF Ricardo Lewandowksi. Gleisi Hofmann, a incendiária presidente do PT nacional, é lembrada. E mais uma multidão de nomes, todos com mais articulação e mais conexões com Lula do que Adriana Accorsi.

O que falta para goiana? 1) Padrinhos fortes, que ela, até o momento, não tem e 2) Uma identificação mais consistente com o tema da segurança no Brasil, algo além da sua simples condição de delegada de polícia, aliás em um Estado pequeno e sem ocorrências criminais graves, ao contrário das milícias no Rio de Janeiro e o banditismo desenfreado na Bahia. Ser profissional da área, portanto, é muito pouco. Petista, menos ainda.

Na verdade, a deficiência básica quanto ao nome de Adriana para o Ministério, o atual ou o resultado de uma divisão, é a ausência de conteúdo quanto a formulação de políticas públicas para a Segurança. Em um ano como deputada federal, ela tem um escore zero como alguém com precedentes para resolver um desafio que representa uma agonia no Brasil e inferniza a vida da população. Para piorar, ela é uma das candidatas do PT a prefeita de capital que conta com chances de vitória. Tirá-la da disputa e a levar para um cargo em Brasília seria um erro monumental.

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