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Após repercussão de áudios vazados, Milton Ribeiro está na mira no STF

PGR decide pedir ao Supremo Tribunal Federal abertura de inquérito para apurar supostos crimes envolvendo propina no MEC

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O Procurador-Geral da República, Augusto Aras, decidiu nesta quarta-feira (23/3), pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF), a abertura de um inquérito para apurar suspeitas de que o ministro da Educação, Milton Ribeiro, estaria liberando verbas do MEC, a pedido de Bolsonaro, para prefeituras indicadas por dois pastores.

Tudo começou quando o prefeito de uma cidade no interior do Maranhão denunciou que um dos pastores teria pedido pagamento de propina antecipada, em dinheiro, para protocolar as demandas do seu  município no MEC. O restante da propina deveria ser feita em barra de ouro, mas somente quando a liberação do recurso fosse efetivada.

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O pedido, que foi enviado ainda nesta quarta-feira ao STF, cita como alvos investigados o ministro Milton Ribeiro e os pastores Arilton Moura e Gilmar Silva dos Santos, –  os dois com trânsito livre e apontados como lobistas.

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Com a autorização do STF, o procurador Aras pretende ouvir depoimentos dos prefeitos citados e cópias das gravações  de conversas feitas entre os gestores municipais e os pastores.

Os resultados das investigações podem ser concluídos em até 60 dias. Na sequência, de acordo com o que for levantado, as investigações são encaminhadas à Polícia Federal (PF), que fica responsável pelas diligências.

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