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Black Friday : Lojistas da região da 44 não conseguem aderir à campanha

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Com Pedro Moura

Um das datas mais esperadas do ano pelo consumidor goianiense, a Black Friday será realizada no dia 26 deste mês. Visto por muitos como o melhor dia do ano para ir as compras, principalmente na região da 44. Entretanto a Associação Empresarial da Região da 44 (AER44) afirma que os lojistas não conseguem aderir ás campanhas promocionais. A justificativa é que o local trabalha com vendas no atacado e não a margem de lucros para os comerciantes que já vendem com preço de fábrica.

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“Como aqui é uma região atacadista, a gente vende com preço de fábrica, diferente das lojas do varejo que tem margem para dar desconto. Aqui os lojistas não conseguem aderir à Black Friday, pois aqui já se vende no limite do preço”, justificam.

No entanto, a associação afirma que a região impacta indiretamente a campanha nacional.

“Como muitas lojas de varejo usam esse apelo da Black Friday, acaba que os sacoleiros, compradores atacadistas, de todo o país, já fazem estoque visando a campanha. Então há um impacto sim, indiretamente, campanha nacional. Alguns da região até fazem para liquidar peças de coleções passadas. Mas, a maioria não participa da campanha em especifico”, concluiu.

Vendedores seguem confiantes

Embora não participem ativamente da campanha, comerciantes da região depositam grandes expectativas nas vendas,  já que devido a pandemia da Covid-19 elas despencaram.

“Nesta época do ano já era para ter vendido muito, porque muitas pessoas começam a comprar no atacado no começo de novembro para vender na Black Friday. Porém, não tem movimento. Está muito parado. Na sexta-feira normalmente não daria para andar na 44, mas quase não tem ninguém. No entanto, estamos com a expectativa de que a partir da semana que vem vai dar uma melhorada. Esperamos vender bem para recuperar os meses parados em que ficamos fechados”, afirmou a lojista Janete Barros.

 

Roubas comercializadas por Janete / Foto: Arquivo pessoal

Retomada 44

Desde o inicio da pandemia, a região da 44 chegou a perder cerca de 3 mil lojas, que sofreram com as medidas restritivas isolamento social. Porém, após a total reabertura do comércio e retomada das vendas, os shoppings e galerias da região hoje vivem um processo de reocupação destes espaços que antes estavam vazios.

A estimativa da Associação Empresarial da Região da 44 é que cerca de 1.800 lojas já tenham sido reabertas com a volta de lojistas ou a chegada de novas empresas. Nos últimos quatro meses, somente nos shoppings atacadistas Mega Moda Shopping, Mega Moda Park e Mini Moda, 220 espaços que estavam vazios já foram reabertos por lojistas que haviam fechado por causa da pandemia, ampliações ou com inaugurações de novas lojas.

Procon alerta para golpes na Black Friday

Devido aos preços chamativos e promoções tentadoras, o consumidor precisa ficar atento a golpes, que são comuns durante essa época do ano.

Segundo o Chefe da Advocacia Setorial do Departamento Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) Goiânia, Nayron Toledo, algumas empresas sobem os preços dos produtos semanas antes da Black Friday, para que no dia da promoção, eles possam retornar aos preços normais e enganar o consumidor vendendo o produto pelo mesmo preço que era comercializado no final de outubro e começo de novembro, por exemplo. “Geralmente nesta época do ano temos as promoções da metade do dobro”, brincou.

Ainda de acordo com Nayron, um dos produtos que mais apresentam variação de preços na Black Friday são os eletrônicos, em especial os celulares. Devido a isso, Nauron alerta que a população precisa analisar bem na hora de comprar não só em lojas físicas, mas também na hora das compras online. Modalidade que, inclusive, cresceu 30% durante a pandemia do Covid-19 no Brasil.

O chefe setorial do Procon explica ainda que estelionatários criam lojas online falsas, afim de roubar dados dos consumidores:

“Infelizmente a pratica de golpes é comum. É importante o consumidor que faz compras pela internet ficar muito atento aos sites que estão com produtos muitos chamativos. Muitas vezes esses sites são falsos e estão ali para recolher dados do consumidor. Então futuramente pode chegar boletos, empréstimos bancários. A dica do Procon é tomar muito cuidado e analisar bem os preços e os sites para não cair em golpes”, comenta.