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Caminhoneiros discutem estratégias para conter aumento do diesel

Decisão sobre o que fazer será nacional, afirma presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga de Goiás, Vantuir Rodrigues

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Todas as entidades ligadas ao transporte de cargas devem tomar uma decisão já nos próximos dias para tentar conter o aumento do óleo diesel. O presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga de Goiás (Sinditac), Vantuir Rodrigues, disse que nesta segunda-feira, 20, vai contatar todos os representantes nacionais das entidades ligadas ao setor para saber que providências a categoria irá tomar diante de mais um reajuste no preço do combustível.

Neste sábado, 18, o preço do litro do diesel comercializado nas refinarias sofreu aumento de 14,26%, saindo de R$ 4,91 para R$ 5,61. O preço final do diesel, cobrado do consumidor, inclui impostos, margens das distribuidoras e postos de combustíveis e a adição obrigatória de biodiesel. Segundo a Petrobras, este valor passará de R$ 4,42 para R$ 5,05 o litro vendido na bomba. O último aumento aconteceu no dia 10 de maio.

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Os caminhoneiros, que já não estavam satisfeitos com a mudança de 10% para 5% na elaboração da tabela de preço do piso mínimo do frete rodoviário de carga, amargam os constantes aumentos no preço do óleo diesel. Quando foi editada a Medida Provisória a respeito do frete rodoviário, o presidente do Sinditac revelou que apenas no sindicato mais de 500 caminhoneiros desistiram de pegar fretes, inclusive ele.

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“O frete não paga o diesel. Não paga outras despesas com manutenção e o sustento do caminhoneiro mais”, contou em maio, quando a MP entou em vigor.

Com os dois fatores, há a possibilidade da categoria anunciar uma greve geral. O alerta foi dado pelo presidente Jair Bolsonaro, em sua conta pessoal no Twitter, onde disse que a Petrobras pode “mergulhar o Brasil num caos”, citando como exemplos a alta dos preços e o desabastecimento ocorrido em 2018 com a greve da categoria. O que ele não disse é que os todos os conselheiros indicados por ele na Petrobras votaram a favor deste aumento no preço do diesel e da gasolina.

O presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP), disse que a Petrobras atua como um país independente. O do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), defende a criação de uma conta de estabilização de preços para controlar o aumento dos combustíveis. Segundo ele, “se a situação dos preços dos combustíveis está saindo do controle, o Governo deve aceitar dividir os enormes lucros da Petrobras com a população. Já que o governo é contra discutir a política de preços da empresa e interferir na sua governança, a conta de estabilização é uma alternativa a ser considerada”, justifica.

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Rosana Melo

Rosana Melo é jornalista, vencedora dos prêmios: Prêmio AMB de Jornalismo da Associação dos Magistrados Brasileiros - Regional Centro Oeste; 13º Prêmio Embratel Regional Centro Oeste; 2º Prêmio MP-GO de Jornalismo; Prêmio OAB-GO de Jornalismo - todos em primeiro lugar e menção honrosa como finalista em dois Prêmios Esso categoria Jornal Impresso.