// Trends

Consagração da Rússia pelo Papa pode ser cumprimento de profecia; entenda

Novo anúncio do Papa Francisco reabre interpretações de um antigo mistério

Em

Na última terça-feira, 15, a assessoria de imprensa da Santa Sé anunciou que durante a Celebração da Penitência que presidirá na Basílica de São Pedro, o Papa Francisco deve consagrar a Rússia e a Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria. Parece simples, não é mesmo? Nada fora do padrão: mais uma benção papal para duas nações que estão em guerra. No entanto, os católicos atentos viram muito mais coisas por detrás do acontecimento, e já se manifestam pelas redes sociais. Pois, nesse momento, você também descobrirá o grande mistério que liga a Igreja, o Papado e a Rússia.

Em 13 de maio de 1917, três crianças que pastoreavam o rebanho numa área rural de Fátima, em Portugal, contaram ter avistado uma mulher “mais brilhante que o sol”, que lhes aparecera sobre um pequeno arbusto, pedindo que voltassem ali a cada dia 13 dos próximos meses. E, nessas visitas, falava a eles, fazendo pedidos de “oração e conversão” e revelando acontecimentos futuros.

Você, leitor, acredita ser possível? Independente do que achemos, jornais portugueses da época, como o O Século, chegaram a reportar (já que a fama dos três videntes se espalhara por todo o país), no dia 13 de outubro, um famoso acontecimento previsto pelas crianças, e lembrado até hoje: o Milagre do Sol. Segundo reportagens, as 40 mil pessoas que estavam presentes viram o sol “dançar pelo céu, do nascente ao poente, por cerca de dez minutos“. Enquanto isso, muitas curas eram catalogadas entre o povo.

• Compartilhe essa notícia no Whatsapp• Compartilhe essa notícia no Telegram

Mas o que nos importa mesmo é o que teria acontecido a 13 de julho. Os eventos daquele dia foram levados tão a sério pela Igreja, que só foram revelados ao mundo com o consentimento do Papa João Paulo II, no ano 2000 (83 anos depois), chegando ao nosso conhecimento sob o título de Terceiro Segredo de Fátima. Segundo a irmã Lúcia (uma das crianças videntes, a este ponto já adulta) o trecho da revelação se refere especificamente à Rússia. A mulher, hoje conhecida como “Nossa Senhora de Fátima”, avisou que a nação “espalhará seus erros pelo mundo, promoverão guerras e perseguições à Igreja. O Santo Padre terá muito a sofrer, e várias nações serão aniquiladas“.

A condição, como lembrou Lúcia anos depois, foi clara: “Se atenderem a meus pedidos, a Rússia converter-se-á e terão paz. Se não, espalhará seus erros pelo mundo“. Mas, afinal de contas, que pedidos eram estes, capazes de livrar a humanidade dos piores flagelos do século? A Virgem teria falado em três coisas: o rosário, a “devoção dos cinco sábados”, e… a consagração da Rússia ao Imaculado Coração.

LEIA TAMBÉM

• Pedreiros são presos suspeitos de espancar até a morte ex-cliente idosa, em Goiânia• Ainda não declarou o IR 2022? Saiba como tirar dúvidas gratuitamente em Goiânia• Prefeitura promete novidades no transporte público ainda em 2022

Sim! Esta mesmo, prestes a acontecer em 2022, por decisão do Papa Francisco, ao dia 25 de março. Por isso mesmo, aqueles que já ouviram falar nos Segredo de Fátima, estão de olhos atentos nos próximos passos do Vaticano. O mais interessante, no entanto, é ver como as aparições se encaixam nos acontecimentos históricos do último século…

No mesmo ano da profecia, a Rússia muda para sempre os rumos da história: a revolução Bolchevique, de 1917, que implanta pela primeira vez o comunismo no poder. Também conhecida como “Revolução de Outubro”, o movimento transformou o país num conglomerado de anexações: nascia a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, que, sob o comando de ditadores como Lênin e Stálin, dominou regiões como Ucrânia, Geórgia, Armênia, Bielorrússia, Moldávia, os Países Bálticos e parte do Oriente Médio. A própria Ucrânia, hoje independente, foi vítima de genocídio do governo russo por meio da fome provocada, o Holodomor (estimativas falam em 12 milhões de mortos).

O regime Russo, enquanto dominava, era famoso pelo extermínio daqueles que se opusessem à revolução (fossem inimigos ou amigos), pela extinção das liberdades individuais e pela dura perseguição religiosa, principalmente aos católicos (como está na profecia). Minto? Qual a primeira coisa que faziam nos países onde se instalou o comunismo? A derrubada de símbolos cristãos, que, aliás, não está totalmente no modus operandi do passado: vimos acontecer há poucos dias, na China. Ou ainda, recorra a fontes alternativas: pesquise a história da Polônia na época em que foi tomada pelos russos, na Segunda Guerra Mundial. Tudo está ali.

Desde 1917: duas guerras mundiais, guerra fria, guerras locais e revoluções comunistas patrocinadas pela União Soviética, que mataram, juntas, um número que nenhum rei da Antiguidade jamais poderia sonhar em suas batalhas mais sangrentas. De qualquer modo, sobre a profecia, temos uma dúvida que remete à modernidade. Em 25 de março de 1984, João Paulo II, então Papa, e o único a ter acesso ao segredo, tentou realizar a consagração do país, mesmo que muitos “erros da Rússia” já tivessem acontecido. E ele o fez, com um porém: o pontífice citou todos os povos, e especialmente “aqueles homens e aquelas nações que desta entrega tem particular necessidade”.

Não se falou em Rússia. Mesmo assim, de derrocada em derrocada, não demorou para que os movimentos libertários se espalhassem por toda a Europa e culminassem na queda da União Soviética como se conhecia até então (1991): países dominados ganharam independência e a nação voltou a ser apenas “Rússia”.

Mesmo na véspera, em 89, a queda do Muro de Berlim, que separava a Alemanha Oriental (comunista) da Ocidental (capitalista), já dava sintomas do apodrecimento do regime. O próprio João Paulo II, polonês, é reconhecido como responsável pela queda do comunismo. O papa, à época, visitava os países, confortava o povo e os animava para lutarem por liberdade. Perguntado, certo dia, se era o responsável pelo colapso, respondeu: “O comunismo é uma árvore de frutos podres. Tudo o que eu fiz foi chacoalhar a árvore”.

Hoje, a Rússia volta com tudo na invasão da Ucrânia, rompendo com o estado de paz (relativa) que pairava sobre o mundo. E muitos que creem se perguntam: será que a consagração foi mesmo feita? Foi válida, em 1984, ou apenas acalmou os ânimos bélicos por um tempo? Nas publicações da irmã Lúcia, a “senhora como o sol” cravou o futuro: “A consagração será feita, mas será tarde demais“. Foi tarde em 1984, ou será tarde em 2022? Curioso é que ambas devem acontecer exatamente mesmo dia: 25 de março, e contarão com a participação de todos os bispos, ao redor do planeta.

Se você é religioso ou não, tanto faz: é ainda uma história fascinante e envolta em mistérios. Desses, que se fazem ainda mais atrativos pelo fato de se referirem às nossas vidas, e à história que vivemos e vemos acontecer. Mas, na opção de que você crê na profecia, há um motivo de esperança: seja o que for que aconteça no enredo, o desfecho foi dado como certo pela Mulher: “No fim, o meu Imaculado Coração Triunfará”.

Pois estamos atentos.