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Covid-19: Comércio de Goiânia fecha ou não?

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A possibilidade de fechar o comércio de Goiânia assustou empresários e trabalhadores diretos e indiretos do setor. Na última quarta (12), o prefeito de Goiânia sinalizou a retomada de medidas para evitar a disseminação do coronavírus na capital. Rogério Cruz emitiu nota informando que compartilharia a decisão até o fim desta semana, o que deve ocorrer até o próximo domingo.

Para representantes do setor, um decreto proibindo as atividades presenciais não faz sentido. O argumento principal deles é que comércio, bar, restaurante e shopping centers têm cumprido as medidas sanitárias e não contribuem para o cenário atual tornando desnecessário um novo lockdown na cidade.

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“Não existe a possibilidade de fechamento do comércio. O quadro atual da contaminação por covid não traz pressão nos leitos e o índice de mortalidade é muito baixo. Está havendo uma pressão maior sobre a rede de saúde e não é provocada exclusivamente pelo covid, mas também pelo surto de gripe. A demanda é na rede instalada que não está dando conta de realizar todo o atendimento”, defende o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Goiás (Fecomércio-GO), Marcelo Baiocchi.

O martelo sobre quais medidas serão tomadas para reduzir a circulação de pessoas considerará dados epidemiológicos. Assim, dessa vez, a prefeitura aponta que a diminuição do fluxo de pessoas ocorrerá nos ambientes mais propícios à disseminação de doenças infectocontagiosas.

Justamente por isso, as escolas e creches públicas, consideradas locais controlados para a propagação do coronavírus mesmo com os alunos da educação infantil ainda não vacinados, serão reabertas. A Secretaria Municipal de Saúde confirmou o retorno das aulas presenciais para a próxima semana, em 19 de janeiro, embora a covid e a influenza estejam circulando com força na capital.

Cumprimento de medidas sanitárias

Marcelo Baiocchi participou de uma reunião com parte do secretariado do prefeito Rogério Cruz nesta semana. No encontro, ele afirmou que “foi externado que não há necessidade, neste momento ou necessidade, que seria a palavra mais adequada, para adotar qualquer medida de fechamento de comércio, serviços ou turismo”.

O presidente da Fecomércio acredita ser importante pensar em medidas de restrição, desde que não haja fechamento de nenhuma atividade econômica.

“Nos foi apresentada a preocupação de aumento da contaminação e de possível necessidade de adotar algumas medidas, mas ficou muito claro que elas seriam mais restritivas e se aplicariam mais aos eventos que geram muita aglomeração, com mais de mil pessoas, por exemplo”, pontua.

Dados alarmantes

Atualmente, Goiânia é líder brasileira no total de ocupação de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) na rede pública hospitalar. O percentual de internados para receber cuidados diferenciados na primeira semana de janeiro (dias 02 a 08) chegou a 94% do total de leitos com esse fim, segundo a Fiocruz.

A porcentagem coloca Goiânia na chamada situação crítica por ter mais de 80% de ocupação dos leitos de UTI. Nesse patamar também estão Fortaleza (88%), Recife (80%) e Belo Horizonte (84%). Os dados alertam que ontem, quinta (13), Goiás estava incluído entre os estados com situação intermediária, com 67% de ocupação dos leitos para covid.

Apesar disso, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, descartou novo decreto de medidas restritivas nos próximos dias. O estado registrou aumento de 330% na média móvel de casos.