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Covid-19: O que fazer? Se isolar ou correr para fazer o teste?

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Com a explosão de casos de gripe e Covid-19 em Goiás os corredores das unidades de saúde públicas e privadas estão lotados. Entre as recomendações do Ministério da Saúde está o isolamento social e diagnóstico precoce, para tratamento tanto da Covid- 19 e vírus Influenza. Porém, muitos não sabem qual o momento ideal para procurar uma unidade hospitalar.

Pensando nisso, o Diário do Estado conversou com a médica infectologista, Juliana Barreto. Ela ressalta que a testagem é o único meio para diagnosticar os vírus. E afirma que os casos de Covid-19 avançaram nesta semana.

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Médica Infectologista Juliana Barreto / Foto: Arquivo pessoal

“Hoje não é possível, sem fazer teste, diferenciar se a gripe é por Influenza ou Covid. Essa semana aumentou muito a testagem positiva dos casos de covid. A Ômicron realmente mostrando o poder de infectividade altíssimo”, relatou a infectologista.

Testagem Covid-19

Ainda de acordo com a médica, o teste para as doenças são realizados apenas após quatro dias de sintomas.

“Começou os sintomas hoje? Então se isole. Se você procurar um médico no primeiro dia de sintoma, ele não vai te passar o exame, então, se isole e aguarde o terceiro ou quarto dia para procurar fazer o teste”, explicou Juliana.

Apesar de ser recomendável aguardar para o quarto dia de sintoma, a médica ressalta que ao qualquer sinal de agravamento,o paciente deve imediatamente procurar um médico. Ela também explica que ao procurar ajuda de um profissional não é recomendável o uso de máscaras caseiras ou de tecido.

“O recomendável neste momento é usar uma máscara N95 ou cirúrgica. Usando ela, não é necessário usar as duas, três e uma de tecido por cima. Tanto a N95, quanto a cirúrgica são máscaras descartáveis, não são laváveis. E o ideal principalmente para ambiente hospitalar é não usar máscara de tecido ou máscara caseira”, orientou a infectologista.

A infectologista também ressalta os perigos da automedicação. Mesmo que sejam naturais.

“ A automedicação pode interferir no tratamento de qualquer doença. Isso é mais prejudicial do que benéfico, porque o que serve para o seu vizinho não serve para você. O tratamento é individualizado, nós temos que avaliar comorbidades, alergias, o que cada um pode tomar. O que tem paciente que fez automedicação e está com insuficiência renal, hepática, ou seja, o paciente acaba ficando grave por conta de medicações ou doses erradas. Quem passa o tratamento é o médico e não o colega ou vizinho”, concluiu a médica.