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Definida pré-candidatura de Adriana Accorsi, PT já articula vice da petista. MDB é um dos alvos

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Batido o martelo em torno do nome da deputada federal Delegada Adriana Accorsi como pré-candidata do PT à Prefeitura de Goiânia, o partido segue agora para as próximas etapas, como os debates que vão auxiliar na formatação do Plano de Governo e a costura de alianças com outras legendas, com a consequente definição daquele – ou daquela – que ocupará o posto de companheiro de chapa da petista.

Geralmente candidatos a vice são escolhidos levando-se em conta, por exemplo, o tamanho do partido ao qual ele está filiado, a fim de garantir maior robustez à campanha majoritária. Também são consideradas questões como capacidade de prospectar recursos / apoio financeiro para a campanha e até a ascendência que ele tem em uma região onde o cabeça de chapa não é benquisto pelos eleitores locais – afim, neste caso, de aumentar a popularidade do principal candidato e, assim, tentar reverter votos.

No caso do PT de Goiânia, lideranças ouvidas pela coluna Poder afirmam em uníssono: terá que ser um nome que, obrigatoriamente, amplie o raio de influência da federação da qual os petistas fazem parte, junto com PV e PcdoB. “Essa é a percepção geral. Uma solução ‘caseira’ aqui não seria bem-vista”, conta um petista bem próximo à Adriana. Leia-se por “solução caseira” um candidato a vice de legendas da esquerda, como PSOL – cujo apoio eles já dão como certo, junto com o da REDE – e PSB.

Provocada sobre qual partido de maior envergadura “sobraria”, outra fonte cita o MDB de Daniel Vilela, num tom que nos permite interpretar que um emedebista, neste momento, seria o nome “dos sonhos”. “Esta parceria não soaria nada estranha. Já ocorreu em Goiânia e existe em nível nacional”, ressalta. Para esta liderança, até o fato de o governador Ronaldo Caiado, do União Brasil, ser opositor contumaz do PT, não causaria embaraços a Daniel, que sempre diz que andará lado a lado com o chefe do Executivo nestas eleições. “Esqueceu-se que o União Brasil ocupa ministérios no governo Lula?”, provoca.

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