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Exclusivo: Secretário descarta problema ambiental na inundação de Lagolândia, distrito de Pirenópolis

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­A inundação do último domingo (29) em Lagolândia, distrito de Pirenópolis, não foi causada por problema ambiental. A informação foi dada ao Diário do Estado, com exclusividade, pelo secretário de Meio Ambiente e Urbanismo do município, César Augusto Triers. As chuvas torrenciais na cabeceira do Rio do Peixe deixaram mais de 30 famílias desabrigadas.

Em um esforço conjunto, a prefeitura, o corpo de bombeiros e a população estão auxiliando as vítimas da enchente que surpreendeu os moradores da região. Segundo a corporação, nunca houve nada parecido no distrito.

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Mais de 80 pessoas foram vítimas da inundação. Elas estão abrigadas na Escola Benedita Cipriano, em Lagolândia. A região atingida fica cerca de 20 km distante da cabeceira dos rios do Peixe e Dois Irmãos e a 34 km de Pirenópolis, aproximadamente.

Nesta segunda (29), funcionários da prefeitura começaram a realizar a limpeza do local da inundação juntamente com bombeiros militares. (Foto: Alexandre Aires)

Não há registro de desaparecidos ou feridos.  Por segurança, a Defesa Civil do município esvaziou a represa onde fica a barragem. De acordo com o secretário Triers, a prefeitura está acompanhando as famílias desde o primeiro momento por meio de equipes que se deslocaram até o local.

Foram realizados cadastros dos desabrigados e oferecido suporte de emergência com mantimentos e gêneros de primeira necessidade, como cobertores e colchões. Segundo Triers, a prefeitura declarou estado de emergência.

Sensibilizada, a população local está enviando doações de alimentos, objetos e roupas para as famílias desabrigadas. (Foto: Divulgação)

Nesta segunda (29), funcionários da prefeitura começaram a realizar a limpeza do local da inundação juntamente com bombeiros militares. De acordo subcomandante do 17° batalhão do Corpo de Bombeiros, capitão Cristiano, a zona rural também foi afetada. Ele afirma que o cadastro das famílias continuou hoje e que a energia elétrica foi restabelecida no fim da manhã.

Sensibilizada, a população está enviando doações de alimentos, objetos e roupas para as famílias. A previsão do tempo é de pancadas de chuva para toda a semana.

Confira a entrevista exclusiva:

DE – Houve relação entre a inundação e desmatamento ou qualquer outra ação humana?

César Augusto Triers – Não houve nenhuma anormalidade ambiental. Foi um fenômeno da natureza que, por relatos dos moradores, inclusive, não tem comparação com nada parecido por ali. Houve especulação de barragem teria caído, mas isso não aconteceu. A causa da inundação em Lagolândia foi uma cabeça d’água, ou seja, o aumento rápido de um rio por chuvas nas cabeceiras.

DE – Qual é a atual situação da inundação e das famílias desabrigadas?

César Augusto Triers – A cabeça d’água foi rápida e a inundação também, assim como a diminuição do nível da água. Ela baixou rápido, a água não se manteve na altura por muito tempo. Ontem mesmo já tivemos o recuo às margens normais. As famílias desabrigadas, que são cerca de 32, estão recebendo toda a assistência necessária e possível do município.

DE – Essas pessoas terão nova moradia providenciada pela prefeitura?

César Augusto Triers – Em termos de abrigamento, a situação está sob controle. Algumas casas caíram, outras serão avaliadas e possivelmente serão condenadas, porém dependemos de uma avaliação técnica do Corpo de Bombeiros. A nossa equipe de assistência social está no local fazendo um levantamento detalhado das necessidades dessas famílias. Para essa questão de nova moradia, o aluguel social é uma possibilidade.

DE – Estão sendo recebidas doações?

César Augusto Triers – Sim. Inclusive, estamos felizes com tamanha generosidade da população pirenopolina. Todos ficaram impactados com a situação que é bastante atípica. Recebemos tantos itens que chegamos ao limite. A sociedade civil está até se organizando para receber doações via Pix. A partir de agora, nós temos etapas a percorrer. Neste primeiro momento, as doações são suficientes. Em breve precisaremos de itens como móveis. De qualquer forma, quem quiser ajuda pode deixar a sua colaboração no galpão do Corpo de Bombeiros de Pirenópolis.