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Fale Comigo: terror com boa premissa e execução redondinha

Filme pega uma ideia original e a transforma em algo capaz de se destacar em meio a um gênero saturado

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Hoje em dia, tudo quanto é filme vira franquia. No meio do terror, isso é ainda mais verdadeiro. Das duas, uma: ou os estúdios optam por dar continuidade a uma saga já estabelecida na mente dos espectadores, como Pânico e Jogos Mortais, ou apostam em uma ideia original com potencial de gerar sequência, como Sorria. Fale Comigo entra nessa última leva.

Sinopse do filme

Quando um grupo de jovens australianos encontra uma mão embalsamada capaz de conjurar espíritos e fazê-los assumir o corpo daqueles corajosos o bastante pra deixá-los entrar, eles tratam tudo aquilo como uma brincadeira. Porém, quando algo dá terrivelmente errado, precisam encontrar uma maneira de acabar com aquele pesadelo.

Crítica de Fale Comigo

Eu sou um grande fã de ideias originais, simplesmente porque elas estão cada vez mais raras. É claro que é ainda mais raro ver um filme com não só a premissa original, como também a sua execução, mas só o fato de haver a tentativa já faz com que o filme ganhe pontos comigo.

É o caso de Sorria, por exemplo, que possui caminhos parecidos com outros filmes do gênero, e que acabam ganhando tempero por conta do frescor da ideia.

Fale Comigo segue a mesma cartilha. O contexto de espíritos tomando posse do corpo de outras pessoas está longe de ser algo novo no terror. Contudo, isso não é um problema porque o filme é redondinho no que se propõe, proporcionando uma experiência distinta em meio a tanta coisa repetitiva.

Os personagens têm profundidade suficiente pra nos causar sensações diferentes, a ameaça é palpável e a construção de tensão é muito boa. O final é totalmente condizente com o que a trama apresenta, e ainda há espaço pra alguns sustinhos aqui e ali.

Fale Comigo é um bom filme de terror que tenta fugir do convencional, trazendo um pouco de novidade a um gênero tão saturado.

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