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Faltam remédios: Com grande procura por medicamentos contra covid e influenza, farmácias sobem preço

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Goiânia, quinta-feira, 13 de janeiro, 11 horas da manhã. Não era horário de pico, mas uma farmácia no setor Negrão de Lima tinha fila para atendimento no balcão. A maioria delas buscava medicamentos contra os sintomas gripais comuns de covid e influenza.

Com a grande demanda, as farmácias estão reduzindo a margem de negociação com os clientes. O preço desses remédios é tabelado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED)  e por isso não pode aumentar sem aval desse órgão interministerial. Dessa forma, as drogarias vêm adotando outra estratégia.

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“Eles não variam conforme a demanda. O que acontece é que os estabelecimentos diminuem os descontos e o preço acaba aumentando”, explica o presidente do Sindicato dos Farmacêuticos de Goiás (SinFar-GO), Fábio José Basílio. Ele afirma que os descontos caíram 30%, em média.

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Além dos analgésicos e antitérmicos, os pedidos de medicamentos que prometem aumentar a imunidade também estão sendo bastante requisitados. Nas farmácias tradicionais, o aumento foi de 100% e nas farmácias de manipulação o índice foi de 30%, dados semelhantes ao do fim do ano passado, de acordo com Basílio.

Os antigripais combatem febre, coriza, espirros e dor de cabeça e garganta. Parte deles está faltando no estoque das farmácias. Segundo o presidente do SinFar-GO, no final do ano, algumas drogarias tiveram dificuldade em repor até dipirona. Ele descarta desabastecimento e ressalta que a situação está se normalizando com o fim do recesso nas indústrias.

Porém, a reportagem do Diário do Estado entrou em contato com cerca de cinco drogarias, inclusive de grandes redes do mercado na cidade, e em uma delas não havia nenhum tipo de antigripal disponível para venda. “Às vezes falta de um laboratório, mas tem outro com os mesmos princípios”, argumenta Fábio.

Testes rápidos

Em um ponto de testagem na modalidade drive-thru, localizado próximo ao Cepal do setor Sul, o fluxo de carros era intenso na manhã desta quarta (12). O serviço era oferecido normalmente, porém, em outras regiões da cidade não havia mais o exame.

Nesta semana, a rede Drogasil, por exemplo, publicou um comunicado no site da empresa informando que o agendamento de testes COVID-19 foi suspenso temporariamente enquanto o abastecimento não é normalizado.

Na rede pública, a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) garante a realização do exame. Apenas na modalidade pedestre nos pontos de testagem de covid em diversos pontos da cidade são aproximadamente 2 mil testes rápidos de antígeno por dia.

Fábio Basílio afirma que o maior problema do atual momento epidemiológico tem sido realmente o abastecimento de testes rápidos, mas acredita que a situação deve se normalizar em breve. No entanto, ontem, quarta (12), a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) recomendou a priorização de pacientes graves para a realização dos exames por causa do risco de desabastecimento de insumos para testes de covid-19.