//

Família pede ajuda para localizar rapaz que desapareceu a caminho do trabalho em Goiânia

Em

O empresário Ivair de Oliveira está desde a tarde de sexta-feira de plantão no celular para tentar obter notícias do filho, o vendedor Matheus da Mata Oliveira, de 24 anos. O rapaz trabalhou normalmente pela manhã na empresa J A Ferramentas, no Jardim Nova Esperança, em Goiânia, e foi almoçar em casa, a três quadras do local de trabalho. Na volta para o turno da tarde, passou em uma distribuidora, conversou com uma amigo rapidamente, mas não chegou na empresa.

Ao notar o desaparecimento do jovem, a família notou que ele havia deixado em casa o celular desbloqueado e todos os documentos. “Encontramos uma mensagem dele no celular lamentando a vida, falando que fracassou, coisas que as pessoas colocam na cabeça dessa juventude com tanto tempo ainda pra viver”, conta o pai.

O desaparecimento foi comunicado no dia seguinte para o Grupo de Investigação de Desaparecidos (GID) da Polícia Civil, que começou a seguir as pistas do rapaz. Ele já havia saído de casa anteriormente, levando celular e documentos e foi localizado pela Polícia Civil em uma mata em Hidrolândia.

O delegado Glaydson Costa Carvalho, titular do GID, investiga o caso. “Estamos seguindo as pistas deixadas por ele e esperamos localizá-lo o mais rápido possível”, afirmou. Ele informou que por se tratar de um rapaz que aparentemente está deprimido, é possível que ele esteja perambulando pela cidade ou a caminho de outra. Qualquer informação sobre o paradeiro dele pode ser comunicada para a Polícia Civil pelo telefone 197 ou para a família, no telefone disponibilizado na foto divulgada pelo pai – 98575-0110.

GID
Criado há pouco mais de 40 dias, o Grupo de Investigação de Desaparecidos tem um delegado, dois escrivães e dois agentes trabalhando na sede que fica na Avenida Aristóteles, no Jardim Marilízia. O delegado Glaydson Carvalho conta que todos os casos de desaparecimento são investigados pela equipe, mas que nem sempre os fatos relatados são, necessariamente, desaparecimentos.

Ele conta que o GID resolveu recentemente o desaparecimento de um homem denunciado pela própria esposa, que estava desesperada, já que ele nunca havia saído de casa sem avisar. A Polícia Civil investigou e conseguiu localizar o homem em Araguari (MG). Sem coragem para dizer que não queria mais morar com a esposa, ele fugiu para Minas Gerais. “Ele não deu conta de falar pra esposa que não queria mais viver com ela e fez a polícia perder um tempo que poderia ser empregado em casos reais”, pontuou.

Glaydson recomenda que a família procure o quanto antes a Polícia Civil para denunciar casos de desaparecimentos. Não é preciso esperar 24 horas, como falam em muitos filmes. É que nas primeiras 24 horas do desaparecimento, segundo ele, é mais fácil localizar a vítima, pois ela pode estar mais perto, as pistas estão mais fáceis de serem seguidas.

Casos mais antigos estão no banco de dados de pessoas desaparecidas. Destes, a Polícia Civil já colheu DNA da família para confronto a ser feito nos corpos de pessoas sem identificação que chegam ao Instituto Médico Legal. “Desta forma muitos casos já foram resolvidos, infelizmente”, finaliza.


Rosana Melo

Rosana Melo é jornalista, vencedora dos prêmios: Prêmio AMB de Jornalismo da Associação dos Magistrados Brasileiros - Regional Centro Oeste; 13º Prêmio Embratel Regional Centro Oeste; 2º Prêmio MP-GO de Jornalismo; Prêmio OAB-GO de Jornalismo - todos em primeiro lugar e menção honrosa como finalista em dois Prêmios Esso categoria Jornal Impresso.