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Gran Turismo: De Jogador a Corredor é empolgante, até para quem não gosta de corridas

Filme é divertido e tem o potencial de ser ainda melhor se você não conhece a biografia original de Jann Mardenborough

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Eu nunca fui o maior fã de Gran Turismo. Sempre tive mais interesse por Need For Speed, pois achava o primeiro jogo muito complicado e o segundo, mais divertido. Independentemente disso, logo fiquei interessado pela trama do filme, que é baseada em fatos.

A sinopse do filme

Jann Mardenborough é um jogador apaixonado por Gran Turismo. Por meio do simulador, ele se torna um dos melhores da Grã-Bretanha. Com o sonho de ser piloto profissional, a oportunidade surge quando um executivo da Nissan lança a ideia de colocar gamers em carros de corrida reais. Para conseguir o objetivo, Jann terá de superar a concorrência e ainda provar para o pai que o automobilismo pode ser uma carreira real.

Crítica de Gran Turismo

Se você gosta de videogame e corridas, a chance de Gran Turismo: De Jogador a Corredor te agradar é praticamente 100%. O roteiro não é totalmente balanceado e algumas subtramas são dispensáveis. Além disso, o texto tem algumas partes meio clichês e feitas de forma protocolar. Por outro lado, quando o enredo está voltando os seus olhos para a adrenalina, o filme se destaca.

No campo das atuações, o protagonista Archie Madewke exerce o trabalho de forma competente, mas a alma do filme está no personagem interpretado por David Harbour, de Stranger Things. Quando ele aparece em cena, a obra ganha corpo e as suas interações com o ator principal são construídas de maneira natural e convincente. Orlando Bloom, que vive um executivo da Nissan, faz o que lhe é pedido, mas os holofotes estão claramente concentrados nos outros dois.

De Jogador a Corredor é um filme empolgante, até mesmo pra quem não gosta propriamente de corridas, mas tem uma queda por histórias de ação, superação e desafios, com algumas pitadas de drama. É divertido e tem o potencial de ser ainda melhor se você não conhece a biografia original de Mardenborough, pois assim algumas surpresas ficam reservadas. O cinema nem sempre tem de nos fazer pensar demais. Às vezes, um enredo vibrante de velocidade pode ser exatamente o que a gente precisa.

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