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Intervalo agonizante que marca a troca de secretários na Prefeitura de Aparecida

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As recentes mudanças de secretários na Prefeitura de Aparecida têm sido marcadas por um intervalo angustiante para os auxiliares cotados para serem substituídos – e que em última instância, não é nada benéfico para a administração. As trocas de nomes estão “vazando” antes que as articulações sejam concluídas, dando tempo para que partidos e líderes políticos tentem pressionar o prefeito Vilmar Mariano (MDB) por conta do momento aparentemente oportuno para emplacar mais nomes em outros cargos de primeiro e segundo escalões.

O ex-deputado Marlúcio Pereira deixou a Secretaria de Articulação Política – como desejava o ex-prefeito Gustavo Mendanha e seus aliados – e assumiu a Habitação mais de 30 dias depois que se tornou pública a intenção de se fazer esta mudança. E já se passaram mais de dez dias desde que foi “anunciado” que Valéria Pettersen deixará a Secretaria de Meio Ambiente.

Este, aliás, é o caso que melhor ilustra os imbróglios que têm envolvido as substituições na Prefeitura de Aparecida. Por ser uma das pessoas mais próximas ao prefeito, sua saída – ainda não oficializada – surpreendeu, sobretudo porque ela não deve ser alocada para outra Pasta, mas reassumir seu mandato de vereadora na Câmara de Aparecida.

Muito se falou que a troca seria concretizada por demanda do Republicanos, legenda aliada à gestão de Vilmar. Mas nada se falou do real interesse na substituição, que passaria pelo objetivo do deputado federal Jeferson Rodrigues de eleger seu irmão vereador em Aparecida, sendo “necessário”, portanto, colocar uma pessoa de extrema confiança na Secretaria de Meio Ambiente para “criar bases eleitorais” que venham a facilitar a vitória dele.

O grande problema: Jeferson estaria se afastando da cúpula do Republicanos, e o partido não fechou consenso sobre a troca de Valéria Pettersen. Portanto, ela segue no cargo, administrando um “aviso prévio” que sabe-se lá quando e se será concretizada.

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