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Licença de Vanderlan por “motivos particulares” dispara dúvidas e especulações

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A anunciada licença do senador Vanderlan Cardoso, do PSD, oficialmente “por motivos particulares”, a partir da 2ª quinzena de outubro, abriu espaço para dúvidas e especulações sobre as verdadeiras razões para o afastamento. Mais ainda quando se sabe que, nesse período, a discussão sobre a reforma tributária entrará no auge, exigindo mais do que nunca a atuação do presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, cargo que está nas mãos dele. No entanto, Vanderlan espera que, até a sua licença, o assunto já tenha se resolvido.

Como o prazo será de 120 dias, o primeiro suplente Pedro Chaves, do MDB, assumirá. Pedro atua no momento como chefe de gabinete do vice-governador Daniel Vilela. O que se comenta é que ele se sentará na cadeira de Vanderlan em um gesto do senador de simpatia em relação a Daniel – ambos são rompidos desde a campanha para a prefeitura de Goiânia, em 2020, quando Maguito Vilela venceu Vanderlan em meio a uma troca de acusações envolvendo até mesmo questões familiares e pessoais.

Outra justificativa para a licença seria a criação de oportunidades para Vanderlan se movimentar por Goiânia, já que é cotado como candidato praticamente certo a prefeito na próxima eleição. Pesquisas recentes apontam para um empate técnico entre ele e a deputada federal Adriana Accorsi, do PT, quando se imaginava que Vanderlan ocuparia a liderança isolada. A explicação seria o distanciamento entre o senador e o eleitorado goianiense, diante da sua dedicação ao mandato na mais alta Câmara Legislativa do país e presença, na maior parte do seu tempo, em Brasília.

Tudo isso, em tese, poderia ser revertido com a disponibilidade de tempo para Vanderlan se movimentar por Goiânia. Como o senador não deu maiores detalhes, as especulações tomaram conta, estimuladas pelo silêncio do próprio sobre a licença: faria um tratamento de saúde, se dedicaria a resolver problemas urgentes nas suas empresas ou até mesmo acompanharia a sua mulher, Izaura Cardoso, em ações em Senador Canedo, onde ela pode ser candidata a prefeita em 2022. E, quanto a ele próprio, aprofundar o processo de reaproximação com a base governista e o seu chefe maior, Ronaldo Caiado, além de trabalhar pelo lançamento de candidatos do PSD a prefeito e vereador, nos municípios.

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