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Major Vitor Hugo não aparece no WhatsApp de Mauro Cid, mas “Bodão”, seu assessor, está lá

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Ao desvendar os celulares do tenente-coronel Mauro Cid, o polêmico ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro que estava organizando uma patética tentativa de ruptura institucional após a derrota para Lula nas eleições passadas, a Polícia Federal encontrou dois grupos onde a estratégia golpista foi freneticamente discutida.

Surpresa: em sua maioria oficiais graduados, entre os participantes não foi encontrado o então deputado federal e major do Exército Vitor Hugo, que acabava de perder a disputa pelo governo de Goiás, depois de classificar em 3º lugar com menos de 15% dos votos.

Mas, “Bodão”, ou seja, André Luiz Pereira da Silva, ex-militar das Forças Especiais do Exército, que ganhava R$ 14 mil na Câmara dos Deputados para assessorar Vitor Hugo, está lá. Ele cursou a mesma AMAN – Academia Militar das Agulhas Negras pela qual passaram Vitor Hugo e Bolsonaro, mantendo sempre forte identidade ideológica com os colegas.

Agora, todos os incluídos nos dois grupos golpistas do WhatsApp de Mauro Cid devem ser indiciados por conspirar contra a democracia, crime tipificado na legislação penal brasileira. Vitor Hugo, sempre firme no primeiro time de apoio a Bolsonaro até marcando presença em lives suspeitas do ex-presidente, por enquanto está escapando. Já o seu ex-assessor vai para o paredão.

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