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Moeda comum entre Brasil e Argentina: Vantagens e desvantagens

Um dos assuntos mais comentados nos últimos dias, é a possibilidade de uma moeda comum entre o Brasil e a Argentina. Mas afinal, o que é isso na prática e como funcionaria?

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A moeda em comum entre os dois países defendida pelo atual presidente, de acordo com o Ministro da Fazenda, não tem o objetivo de se tornar uma moeda única entre os países, e nem de ser distribuída para a população, portanto, segundo especialistas, não deve substituir o real e nem o peso. A moeda deve ser utilizada somente em transações entre os dois países, fazendo com que as compras, não precisassem serem feitas com o dólar, fazendo com que cada nação seja menos dependente da moeda americana.

Haddad diz, que a moeda pretende cuidar da soberania das nações Sul Americanas, e sua independência em relação as mudanças que podem ocorrer com os países dependente do dólar, e que apesar de ser uma moeda vinculada aos dois países, todos os países terão a liberdade de adota-las.

Entretanto, é interessante observar que tal medida poderia ocasionar em consequências positivas, e negativas de forma econômica se fazendo importante refletir sobre o projeto. Do lado positivo, tem a facilitação de transação entre os países, a não dependência da variação do dólar, “redução dos custos operacionais, e a vulnerabilidade externa”, como menciona Lula e Alberto Fernández, o atual presidente da Argentina. Além de fortalecer a independência de países da América do Sul em relação ao dólar.

Por outro lado, é possível ver que os lados negativos também são evidentes, atualmente, o peso Argentino encontra-se muito instável, e sua fragilidade econômica, pode afetar de forma negativa nesta nova medida. Outro ponto interessante de se analisar, é que por mais que com a nova moeda, traga a isenção da instabilidade do dólar, as mercadorias em questão, continuarão com as variações do dólar, já que dependem de fatores externos.

Caso a moeda seja implementada, um estudo minucioso deve ser feito, sobre todas as possibilidades, e, se possível, uma garantia ao credor, de que a instabilidade econômica que se encontra na Argentina, não interfira diretamente nos negócios com a nova moeda.

Para implementação, o novo governo planeja a criação de um Banco Central Sul Americano, onde cada governo faria suas contribuições e arcariam com os custos, de acordo com sua respectiva participação no comércio regional.

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