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PGR isenta Bolsonaro de investigações no MEC

Órgão já comunicou posicionamento ao Supremo Tribunal Federal. Recentemente o Ministério da Educação entrou na mira da PF por suspeitas de liberação de propinas a prefeituras indicadas por pastores lobistas

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Na última terça-feira (19), o Supremo Tribunal Federal (STF), foi informado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que não vê indícios de envolvimento do presidente Jair Bolsonaro (PL), a respeito do escândalo no Ministério da Educação (MEC).

Portanto a PGR não adotará nenhuma providência de investigação contra o presidente na apuração das suspeitas envolvendo a atuação de dois pastores na liberação de recursos no MEC em troca de propina.

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O escândalo foi divulgado no mês de março e provocou o pedido do, até então, ministro  Milton Ribeiro do cargo de ministro da Educação.

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A manifestação da PGR foi encaminhada à ministra Cármen Lúcia, que solicitou o pronunciamento da Procuradoria sobre as providências que seriam tomadas a respeito de Bolsonaro.

A PGR argumenta no documento que “caso surjam indícios de sua participação nos fatos no decorrer das apurações, aquela autoridade poderá eventualmente passar a integrar o polo passivo do procedimento investigatório, o que, até este momento, não ocorreu”.

À época que o escândalo veio a tona um áudio do ex-ministro Milton Ribeiro havia dito que encaminharia as demandas dos pastores por recomendação do presidente Jair Bolsonaro.

A Policia Federal que investiga as suspeitas de irregularidades já ouviram alguns prefeitos que alegaram pedidos de propinas em troca de liberação de verbas no MEC.

Recentemente a equipe de Segurança do presidente pediu sigilo sobre as datas das reuniões de Bolsonaro com os pastores suspeitos de atuar no MEC, mas o pedido foi questionado por partidos de oposição a gestão Bolsonaro, entre eles o PDT, que solicitaram a PGR a quebra do sigilo dos encontros entre o presidente e os investigados

O escândalo no MEC também é tema de pedido de abertura de CPI no Senado.

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