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Por que Braga fixou em 50% a meta de aprovação popular para Rogério Cruz até junho de 2024

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Está nos jornais: o marqueteiro Jorcelino Braga, contratado pelo prefeito Rogério Cruz para prestar consultoria visando a viabilizar a candidatura à reeleição, fixou como meta conquistar o índice de 50% para a aprovação popular de Cruz, até junho do ano vindouro.

Por que 50%? Quanto ao prazo, até meados de 2024, todo mundo entendeu, já que se estará no início da campanha eleitoral municipal. Já o índice perseguido tem a ver com condicionantes específicas, dentre elas uma tese criada pelo cientista político Alberto Carlos Almeida, no livro “A Cabeça do Eleitor”, publicado em 2008, a propósito de governantes que perseguem mais um mandato ou lançam um nome do peito para ocupar os seus lugares.

É matemático: Alberto Carlos Almeida fez uma pesquisa, compilou os resultados de quase 100 eleições pelo Brasil afora e concluiu, com base nos números apurados, que uma baixa aprovação – como a de Rogério Cruz, hoje em 20% de ótimo + bom – simplesmente impossibilita uma recondução ou a eleição de um sucessor. Exceções são raríssimas.

Em torno de 40% de positividade, há alguma chance. Porém, acima de 50%, quanto mais, melhor, a reeleição é tiro e queda, assim como dar a vitória a um apadrinhado. Tudo isso com base em estatísticas comprovadas, ou seja, os resultados das urnas em pleitos estaduais e municipais (em grandes cidades). Daí, a citação que Braga fez ao percentual de 50% como objetivo para a aprovação de Rogério Cruz. Ou é isso ou dará em derrota. Significa também que o marqueteiro leu o livro e conhece o chão que está pisando.

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