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“Posso ajudar muito mais sendo médica”, atesta Ludhmilla Hajjar

Declaração foi dada em entrevista ao Jornal O Estado de São Paulo. Cardiologista explicou porque recusou o comando do Ministério da Saúde e falou sobre problemas cardíacos pós-Covid

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O Jornal O Estado de São Paulo publicou na edição desta segunda-feira (16), uma entrevista com a médica cardiologista Ludhmilla Hajjar.

Nascida em Anápolis, a 55 quilômetros de Goiânia, a médica falou sobre política e sobre questões relacionadas à saúde com foco no aumento das doenças cardiovasculares pós-Covid-19.

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Ao ser questionada sobre o porque aceitou ir conversar com o presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre o Ministério da Saúde, a médica disse:

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“Fui mais pensando na pandemia e todas as coisas ruins que estavam acontecendo no Brasil. Hoje pensando friamente acho que posso ajudar muito mais sendo médica”, afirmou.

Ludhmilla disse que renunciou ao convite para a pasta da Saúde porque não conseguiu se entender com o presidente.

“A gente não se entendeu. Eu fiquei surpresa de ter ido lá conversar com o presidente atual porque já conhecia a linha. Mas, pelo meu sentimento mesmo de ajudar as pessoas, acreditei que pudesse ser diferente. As conversas mostraram que temos linhas diferentes”, pontuou durante a entrevista.

Ao ser questionada se médicos deveriam ter pretensões políticas, a cardiologista disse que ‘depende’. “Tem cidadãos que tem talento para política, predisposição. Não é o meu caso. A saúde é tão importante e a gente tem sofrido tanto nas políticas públicas de saúde”, informou.

Além da parte política, a médica alertou para a questão do tempo de isolamento para quem testa positivo para Covid-19. Antes eram dez dias após os sintomas, agora caiu para sete. Segundo ela, antes de retornar às atividades cotidianas, é preciso fazer o teste antígeno.

“Só sair de casa se der negativo”.

A médica falou ainda sobre a atual realidade de seu consultório médico em um hospital de Brasília. “Com a chegada do vírus os casos cardiológicos aumentaram 100%. Meu consultório vive lotado”, atestou.

 

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