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Presidente da CEF é investigado por denúncias de abuso sexual

Pelo menos cinco vítimas relataram detalhes de como Pedro Guimarães fazia as abordagens. Caso está sob sigilo

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Mais um escândalo em Brasília. Agora foi a vez de vazar informações a respeito de uma investigação por abuso sexual contra o presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Pedro Guimarães.

Na manhã desta quarta-feira, 29, a imprensa nacional traz desdobramentos sobre o caso dando conta que a permanência de Pedro Guimarães no cargo é insustentável. A a expectativa que o presidente seja exonerado da função.

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O caso está com Ministério Público Federal (MPF), e de acordo com publicação do Metrópoles, segue como sigiloso. Guimarães é um dos nomes mais próximos do presidente Bolsonaro e está na Caixa desde o início do governo.

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O presidente da Caixa, inclusive, costuma acompanhar Bolsonaro em viagens e participa das lives realizadas pelo presidente, comprovando a proximidade entre os dois.

A reportagem do Metrópoles da última terça-feira, 29, trouxe relatos de cinco funcionárias da CEF denunciando Pedro Guimarães. A notícia rapidamente ganhou repercussão nacional e, a TV Globo, também confirmou que o MPF está investigando as denúncias.

Veja o relato de uma das vítimas a TV Globo:

“Eu considero um assédio. Foi em mais de uma ocasião. Ele tem por hábito chamar grupo de empregados para jantar com ele. Ele paga vinho para esses empregados. Não me senti confortável, mas, ao mesmo tempo, não me senti na condição de me negar a aceitar uma taça de vinho. E depois disso ele pediu que eu levasse até o quarto dele à noite um carregador de celular e ele estava com as vestes inadequadas, estava vestido de uma maneira muito informal de cueca samba canção. Quando cheguei pra entregar, ele deu um passo para trás me convidando para entrar no quarto. Eu me senti muito invadida, muito desrespeitada como mulher e como alguém que estava ali para fazer um trabalho. Já tinha falado que não era apropriado me chamar para ir ao quarto dele tão tarde e ainda me receber daquela forma. Me senti humilhada”

No geral, as mulheres relatam em suas denúncias abraços desnecessários, aperto na cintura e mãos que escorregam para outras partes do corpo como seios e nádegas. Algumas das denunciantes disseram ainda que chegaram a fazer denúncias no canal disponibilizado pela Caixa, mas que, assim como outras, não tiveram andamento.

Até o momento o presidente da Caixa não se manifestou, mas ainda de acordo com o site Metrópoles por meio de nota a Caixa disse que:

“Não tem conhecimento das denúncias apresentadas, que adota medidas de eliminação de condutas relacionadas a qualquer tipo de assédio e que possui canal de denúncias por meio do qual são apuradas quaisquer supostas irregularidades atribuídas à conduta de qualquer empregado, independente da função hierárquica, que garante o anonimato, o sigilo e o correto processamento das denúncias”

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